Gaúchos e coreanos: parceria em tecnologia – Marco Maia*

Marco_MaiaO incremento das relações bilaterais entre o Brasil e a Coreia do Sul oferece ao Brasil e ao Rio Grande do Sul, em particular, a oportunidade de estabelecermos novos modelos de parcerias nos quais o intercâmbio de conhecimento tecnológico esteja no centro destes acordos.

Em recente viagem à Coreia, onde pela primeira vez o Brasil participou da reunião do G-20 Parlamentar – encontro dos legislativos de 20 países que, juntos, somam mais de 85% do PIB mundial – constatamos a disposição dos coreanos em firmar acordos com o Brasil nas mais diversas áreas, incluindo a transferência de tecnologias.

Este interesse fica evidente no entusiasmo com que se referem ao atual nível de desenvolvimento econômico brasileiro (aliás, sua admiração e curiosidade pelos fatores de sucesso do governo do ex-presidente Lula está presente em qualquer conversa que trate sobre o Brasil). Os coreanos vêem em nosso país um parceiro capaz de compartilhar um mercado consumidor com poder de compra e que detém riquezas naturais capazes de sustentar um crescimento econômico de longo prazo, o que gera segurança para a instalação de suas indústrias em solo brasileiro.

Neste momento, em que o Governador Tarso Genro prepara-se para liderar uma missão que levará empresários gaúchos àquele país, atentarmos para acordos que incorporem conhecimento tecnológico à nossa indústria é essencial e pode significar o alvorecer de uma nova fase para a economia do nosso Estado. Os coreanos estão dispostos a investir e a compartilhar sua experiência em setores vitais para o desenvolvimento de nossa infraestrutura, como o metal-mecânico (a capacidade produtiva de sua indústria automobilística e naval é impressionante, assim como de suas fábricas de trens de alta velocidade e metrôs) e o eletrônico (seu domínio das tecnologias da informação, por exemplo, os colocam entre os líderes mundiais nesse mercado).

Para absorvermos parte da experiência e do conhecimento coreano é fundamental uma mudança da postura passiva de meros anfitriões de indústrias que nos oferecem produtos acabados ou de exportadores de commodities para uma atitude ativa, em que a absorção de tecnologia seja condição primária. Isso representará um salto de qualidade para nossa indústria, agregando valor a nossos produtos, impulsionando novos ganhos e gerando melhores condições de trabalho e de vida para os gaúchos.

*Marco Maia (PT/RS)- Presidente da Câmara dos Deputados

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