Petistas ironizam comportamento do DEM, PSDB e PPS diante dos escândalos no DF

23-02-10-rosinha-valverde-D1Os deputados Dr. Rosinha (PT-PR) e Eduardo Valverde (PT-RO) ironizaram hoje, em plenário, a tentativa do DEM (ex-PFL) de encobrir os megaescândalos do partido no Distrito Federal, promovidos pelo governo integrado também pelo PSDB e o PPS. O governador eleito pelo DEM, José Roberto Arruda, está preso, o seu sucessor, Paulo Octávio, também do DEM, renunciou ao cargo e a capital da República está mergulhada numa crise institucional sem precedentes.

 

Dr. Rosinha observou que Arruda tem uma ficha suja desde a época em que foi obrigado a renunciar ao mandato de senador, por ter violado o painel eletrônico de votação do Senado no processo de cassação de outro senador por Brasilia, Luiz Estevão. “Ele (Arruda) cometeu um crime e, para não ser cassado, renunciou. Ficou no DEM, mesmo sendo criminoso, e depois foi eleito governador do DF”, lembrou o parlamentar. ” Agora, querem dizer que não têm absolutamente nada a ver com isso”.

O deputado do PT lembrou ainda que o provável candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, aparece em vídeo, do ano passado, fazendo rasgados elogios a Arruda, então cogitado para ser o vice de sua possível chapa. No vídeo, Serra disse que quem votasse num careca levaria dois. “É umbilical a ligação entre o DEM, o PSDB e o PPS com Arruda, que está preso, e com Paulo Octávio, que renunciou”, disse Dr. Rosinha.

Ele ainda observou que os três partidos de oposição ao governo Lula levaram à capital um “lamaçal de corrupção”. Dr. Rosinha também rechaçou a tentativa do DEM, PSDB e PPS de envolver outros partidos com o escândalo, fazendo comparações descabidas.

Eduardo Valverde, por sua vez, ironizou o discurso de líderes do DEM de que estariam “fazendo escola” por terem tentado afastar da legenda o governador e o vice-governador do DF . ” Escola para quem? Para Fernandinho Beira-Mar? “, indagou Valverde.

O parlamentar lembrou que uma das principais linhas de investigação do Ministério Público Federal é de que o “esquema do panetone” irrigou campanhas eleitorais do DEM em outra parte do Brasil. ” Será que lá no Sul e Sudeste ninguém sabia disto, que o dinheiro vinha de fonte ilícita? Será que isso é escola?”

Para Valverde, a prática do DEM e de seus aliados não pode servir de exemplo e nem embasar discurso de moralidade no Congresso Nacional. Ele recordou também dos ínúmeros escândalos de corrupção que pontuaram o governo FHC (1995-2002), entre eles a privatização de estatais de telecomunicações, num esquema vinculado também a financiamento de campanhas eleitorais.

Equipe Informes

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