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Bolsonaro criou ‘corredor da morte’ e será julgado por crime de genocídio, prevê Alexandre Padilha

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O deputado federal e ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha (PT-SP) denunciou hoje (7) o presidente de extrema direita Jair Bolsonaro pela prática de genocídio, com a criação de um “corredor da morte” que levou o Brasil a liderar o número diário de mortes por Covid-19 em todo o mundo. “O Brasil ainda vai se ver livre dessa praga (Bolsonaro), mas ele será julgado por genocídio e os atos cometidos” contra o povo brasileiro, vaticinou o parlamentar.

No Dia Mundial da Saúde, comemorado em 7 de abril, enquanto líderes políticos e religiosos de todo o mundo falaram sobre a importância da vacina contra a Covid-19 e dos cuidados com a saúde, o presidente brasileiro calou-se e ainda horrorizou o planeta ao falar a respeito de pessoas portadoras de HIV, durante discurso em Chapecó (SC).

“O presidente da República não só não falou nada sobre o Dia Mundial da Saúde como proferiu palavras de escárnio e chacota sobre a HIV/Aids”, observou Padilha.

Corredor da morte
Padilha assinalou que Bolsonaro, desde o ano passado, tem praticado um conjunto de atos que transformaram o Brasil numa espécie de “corretor da morte.” Nas últimas duas semanas, um terço das mortes por Covid-19 no mundo tem ocorrido no Brasil, embora o país tenha apenas 2,7% da população mundial.

Para efeito de comparação, Padilha mencionou que no governo Lula, nos dois últimos anos do segundo mandato ( 2009 e 2010), o Brasil tornou-se referência mundial em vacinação contra a gripe H1N1. Uma situação diametralmente oposta à de hoje, com o governo militar liderado por Bolsonaro: o País não tem vacinas contra a Covid-19 em quantidade suficiente e não tem nenhuma perspectiva de solucionar o problema a médio prazo.

Com escárnio, irresponsabilidade e desprezo à vida do povo brasileiro, Bolsonaro levou o País ao atoleiro sanitário atual. Padilha observou que, não fossem a incompetência, negacionismo e insensibilidade social de Bolsonaro, o Brasil teria hoje pelo menos 700 milhões de doses para vacinar a população do País contra a Covid-19.

Falta de vacinas

Só a Organização Mundial de Saúde tinha oferecido, no ano passado, 138 milhões de doses. A Pfizer, 70 milhões, a Sinovac, 100 milhões, sem falar da Sputnik , com potencial de 200 milhões de doses a partir de parcerias com empresas brasileiras. Bolsonaro desprezou as ofertas, por minimizar os efeitos da pandemia e o País ficou a ver navios. “Hoje, o Brasil ocupa apenas o 46º lugar no ranking de vacinação mundial proporcionalmente ao tamanho da população”, comentou o ex-ministro da Saúde.

Padilha destacou a carta endereçada nesta quarta-feira pelo ex-presidente Lula a chefes de Estado e de Governo e líderes religiosos de todo o planeta, além de organizações multilaterais, na qual fala sobre o Dia Mundial da Saúde não como momento de celebração, mas de reflexão sobre a pandemia e de manifestação de solidariedade aos familiares das vítimas e aos profissionais da saúde que têm se desdobrado no atendimento a quem é acometido pela doença.

O capitão-presidente não se reuniu com profissionais da saúde, como médicos e enfermeiros, e tampouco se solidarizou com eles num momento dramático de combate à pandemia. Em vez disso, reuniu-se à noite com empresários que, segundo Padilha, provavelmente apoiam o projeto de lei 948/2021, que permite a compra de vacinas contra a Covid-19 pela iniciativa privada a fim de aplicá-las em diretores e funcionários de empresas, o chamado “camarote da vacina”.

Padilha voltou a condenar a decisão da Câmara de aprovar o projeto de lei que cria a vacina VIP. Para ele, o projeto fura a fila de vacinação e prejudica grupos prioritários, como profissionais da saúde, idosos, diabéticos, hipertenso e outros portadores de comorbidades. Além disso, há uma agravante: poderão ser comercializadas, eventualmente, vacinas de baixa qualidade, já que a Câmara aprovou norma com critérios inferiores à certificação exigida pela OMS. “O Brasil vai ter vacinas rejeitadas até nas xepas do mundo afora”, advertiu.

Redação PT na Câmara

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