Home Portal Notícias Irresponsável, Bolsonaro ignora auxílio emergencial de R$ 600,00 e ataca governadores

Irresponsável, Bolsonaro ignora auxílio emergencial de R$ 600,00 e ataca governadores

6 min read
0

Incomodado com a cobrança de sua flagrante incapacidade de comandar o País e enfrentar a pandemia de Covid-19, o presidente de extrema direita Jair Bolsonaro atacou o governador do Piauí, Wellington Dias, na live semanal desta quinta-feira (1).

Ontem, em matéria no site do PT, o governador Wellington Dias cobrou o auxílio emergencial no valor de R$ 600,00, lembrando que “a fome não tira férias” – veja o vídeo abaixo. Nesta semana, a mídia informou que as férias do presidente, em São Paulo e Santa Catarina, custaram cerca de R$ 2,3 milhões aos cofres públicos.

Em resposta na live, Bolsonaro voltou a responsabilizar os governadores pelo desemprego e repassou a eles o pagamento da “diferença” do auxílio. O governo liberou em média apenas R$ 250,00. Um valor ainda menor do que pretendiam Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, no início da pandemia (R$ 300,00) e, agora, com 30 milhões de pessoas a menos.

“Primeiro a defesa de R$ 600,00 para compensar também o período que ficou sem pagamento, de janeiro a fevereiro, é uma posição de governadores das cinco regiões do Brasil”, esclareceu Wellington Dias. O governador do Piauí é presidente do Consorcio Nordeste e Coordenador da Temática de Vacina no Fórum Nacional de Governadores.

Além disso, ressaltou o governador, ”estamos liberando agora R$ 40 milhões para transferência de renda e ajudando, ainda, na alfabetização, bem como na ampliação da escolaridade”.

Ainda segundo Dias, o governo do estado está “trabalhando duro para, também, oferecer crédito para apoio das atividades econômicas, com o foco para renda, fruto do trabalho”.

“Aqui no Piaui, a exemplo de outros Estados e alguns municípios, estamos ajudando aos mais pobres como podemos”, destacou o governador. “Sigo mantendo uma relação respeitosa e ao mesmo tempo na defesa do que o meu povo precisa”, continuou.

Nas redes sociais, o governador do Maranhão, Flávio Dino, prestou solidariedade a Wellington (veja o vídeo). “Então, Bolsonaro fica com as lives, o cercadinho e as férias e os governadores tem que fazer tudo”, questionou Flávio Dino.

Na contramão do mundo

Dias lembrou que a maioria dos países do mundo tem políticas de governo para enfrentar as crises sanitária e econômica, sem transferir suas responsabilidades para os entes federados. “As condições do meu Estado e dos demais não são comparáveis a da União”, lembrou o governador do Piauí.

“Veja o bom exemplo dos Estados Unidos da América, o presidente Joe Biden anunciou hoje um pacote com U$ 2,3 trilhões, equivalente no Brasil seria R$ 13,1 trilhões“, lembrou Dias. “O que estamos pedindo para os mais pobres no Brasil seria R$ 44 bilhões e tenho certeza que mandando a proposta o Congresso Nacional como fez no ano passado, aprova na hora, com apoio da base do governo e da oposição.”

Ao contrário do desrespeito presidencial, Dias destacou que “os governadores seguirão buscando o diálogo, independente das disputas eleitorais e tratando o Presidente da República do país, como o chefe de Estado a quem devemos recorrer para socorrer, especialmente os que mais precisam, os mais pobres, os que passam fome sim, que precisam de mais vacinas e solução para filas nos hospitais”.

Da Redação do PT Nacional com Assessoria

Carregar mais notícias
Comments are closed.

Vejam também

Petistas cobram investigação rigorosa sobre denúncia de envolvimento de Bolsonaro com milicianos do Rio de Janeiro

Parlamentares da Bancada do PT na Câmara exigiram neste fim de semana, em mensagens postad…