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Gleisi propõe união das mulheres em um movimento pela vida e contra o “governo da morte”

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Da tribuna da Câmara, nesta terça-feira (16), a presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), conclamou as mulheres brasileiras a fazerem um grande movimento pela vida, “um movimento de combate ao ‘governo da Morte’, um movimento pela vacina para todos e já”. A deputada enfatizou que sem vacina não se salva vida e não se salva emprego, porque as pessoas não podem circular.

Ela enfatizou que são as mulheres, numa crise, as primeiras a perderem o emprego, a terem a renda rebaixada e a serem tensionadas com os problemas de saúde que afetam a família. “Nós não podemos aceitar isso, mulheres! Nós temos que levantar a nossa voz, a nossa indignação e a nossa revolta. E num grande movimento feminino, nas redes, nas ruas, nas conversas, dar uma chacoalhada neste Brasil. Uni-vos! Nós somos geradoras da vida, temos que enfrentar e combater esse ‘governo da morte’”, propôs.

Gleisi Hoffmann explicou que o movimento é também pela renda emergencial de R$ 600, porque R$ 250 ou R$ 150 como acena o governo Bolsonaro, para a nova etapa do auxílio emergencial não garantem a dignidade. “Vamos fazer um movimento contra a carestia, pelo apoio ao agricultor familiar e não só ao produtor de soja. Nós não comemos soja. Nós comemos arroz, feijão, batata e os preços estão pela hora da morte”, protestou a deputada.

Arroz a R$ 30!

Ela citou que atualmente um pacote com 5 quilos de arroz está custando quase R$ 30; um quilo de batata, R$ 7, e o gás de cozinha que custa, em média, R$ 100. “As pessoas estão indo ao supermercado e comprando menos comida, estão comendo menos. Nós estamos com uma fome crônica no Brasil. Isso é grave para a saúde e para a dignidade das famílias brasileiras”, afirmou Gleisi, se referindo ao drama que vivem milhões de famílias brasileiras, a maioria desempregada, precisando de ajuda de parentes, de amigos e até de estranhos para sobreviver.

“Nós não podemos aceitar isso, mulheres! Nós temos que levantar a nossa voz, a nossa indignação e a nossa revolta. E num grande movimento feminino, nas redes, nas ruas, nas conversas, dar uma chacoalhada neste Brasil”, propôs.

Gestão desastrosa de Bolsonaro

Gleisi Hoffmann responsabilizou o presidente Bolsonaro por esse drama sanitário, financeiro e social que o País está passando. “Estamos vivendo essa situação pela gestão desastrosa e criminosa que Bolsonaro fez diante da pandemia da Covid-19. Ele exortou as pessoas no início da crise a optarem entre a economia, o emprego ou a vida e expôs milhões de pessoas ao vírus. Hoje temos milhões de infectados, milhares de mortos e estamos com um estrangulamento no sistema de saúde brasileiro, aumentando a crise”, denunciou.

Na sua avaliação, se Bolsonaro, o governo federal, desde o início, tivessem chamado os governadores e prefeitos e feito um movimento conjunto para salvar a economia e salvar vidas, inclusive com isolamento parcial em setores da sociedade; se ele tivesse estimulado o uso de máscara e distribuído máscaras para as pessoas, evitando aglomerações, a situação do País hoje seria outra.

“Se ele tivesse planejado a compra de vacinas, aliás, em agosto do ano passado, o laboratório Pfizer ofereceu ao Brasil 70 milhões de doses, e Bolsonaro não quis comprar vacinas; se ele tivesse garantido o auxílio de R$ 600 sem interrupção; tivesse garantido o crédito e a assistência aos pequenos e microempresários, aos produtores rurais, aos agricultores familiares, nós não estaríamos nessa situação dramática, desesperadora para a maioria do povo”, completou Gleisi Hoffmann.

Vânia Rodrigues

 

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