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Líder do PT defende auxílio emergencial de R$ 600,00 e critica Bolsonaro por reduzir valor do benefício

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O líder do PT na Câmara, Elvino Bohn Gass (RS), defendeu hoje (11) a adoção de um auxílio emergencial de pelo menos R$ 600,00 até o fim da pandemia da Covid-19 e condenou o governo Bolsonaro por insistir em redução do valor do benefício em cortes nas áreas sociais.

“O auxílio foi muito importante para milhões de pessoas, num período de refluxo na economia, permitindo as vendas do comércio, a produção da indústria e inclusive a manutenção de empregos”, afirmou o líder do PT. “Mas foi sequestrado da população brasileira esse direito e já faz dois meses que ninguém recebe e as dificuldades do povo só aumentam”, completou.

Ante a proposta do PT e dos outros partidos da oposição, de R$ 600,00 até o fim da pandemia, o governo acena com a possibilidade de parcelas entre R$ 175,00 e R$ 375,00, segundo afirmou o ministro da Economia, Paulo Guedes, na última segunda-feira (8). A nova rodada de auxílio emergencial começaria a ser paga ainda em março e duraria até junho, alcançando 32 milhões de beneficiários — menos da metade dos 67,9 milhões que receberam no ano passado.

Crise aguda

Há um ano, o PT defendeu auxílio emergencial de um salário mínimo, e o governo ofertou R$ 200,00, até que o Congresso Nacional aprovou o valor de R$600,00 – quantia que no fim do ano o governo reduziu para R$ 200,00.

Bohn Gass lamentou que no momento dramático por que passa o País, Bolsonaro insiste em ajuste fiscal e cortes de programas sociais, via Proposta de Emenda Constitucional (PEC 186/2019). “Devíamos estar debatendo a compra de milhões de vacinas contra a Covid-19, apoio a micro e pequenas empresas e aos trabalhadores”, disse.

Ele acusou o governo Bolsonaro de ser genocida, citando como exemplo a omissão diante da oferta do laboratório Pfizer, em setembro passado, de 70 milhões de vacinas contra a Covid-19. O governo simplesmente ignorou a oferta do laboratório e hoje não há vacina disponível no mercado.

Gasolina em dólar

Nos últimos doze meses, acentuou Bohn Gass, os preços de alimentos e dos combustíveis dispararam. “No período, os preços dos alimentos da cesta básica subiram 18%: carne, arroz, feijão, sem falar da gasolina, do gás de cozinha”, comentou o líder do PT. Ele lembrou que na área de combustíveis – só a gasolina aumentou 50% neste ano – a antinacional política de dolarização dos preços começou com o golpe que derrubou a presidenta Dilma Rousseff em 2016 e foi aprofundada pelo governo Bolsonaro.

“Nesse momento, não há mais emprego, os preços estão elevados, e estamos no pior momento da Covid-19 no Brasil, com 2.349 pessoas mortas nas últimas 24 horas. São famílias destruídas! Brasil afora há situações em que, nos hospitais, os enfermeiros, os médicos, as pessoas que estão trabalhando para atender os que têm Covid têm que decidir quem vai ser entubado, quem vai ficar na fila de espera ou quem vai morrer”, denunciou o líder petista.

Trilhões para o desenvolvimento

Em vez de cortar, o governo devia promover investimentos públicos para fazer rodar a economia. “É preciso fazer como outros países: colocar trilhões para desenvolver as atividades de fomento e desenvolvimento”, comentou Bohn Gass.

Ele ironizou a ladainha do governo de insistir em “reformas” como a panaceia para os problemas do Brasil. “Toda vez que aqui temos um debate sobre o tema fiscal o governo vem com a promessa de que, ao promover as reformas – como a aprovação do teto de gastos, as reformas administrativa e da Previdência – haveria geração de emprego, atração de investimentos do exterior e a economia cresceria. Contudo, nenhum desses benefícios se confirmou nem vai se confirmar. Pois isso é uma enganação”.

O líder do PT sublinhou que a única possibilidade de se promover a geração de empregos e renda e o desenvolvimento econômico e social do País é “manter as atividades dos serviços públicos e os investimentos e não impor aos estados e municípios um teto de gastos que tem sido tão nefasto para a economia brasileira.”

Redação PT na Câmara

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