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Henrique Fontana denuncia demora do governo Bolsonaro na compra de vacinas

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O deputado federal Henrique Fontana (PT-RS) ocupou a tribuna virtual da Câmara nesta semana para falar sobre a vacinação no Brasil e a situação caótica que vive o País por conta da atuação irresponsável e inaceitável do presidente Jair Bolsonaro na condução do enfrentamento à pandemia. O parlamentar recordou momentos em que o Brasil colocou na “lata do lixo” a oportunidade de ter milhões de vacinas disponíveis para a população.

Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados-Arquivo

Fontana (foto) lembrou que há 7 meses o governo brasileiro recebeu a primeira proposta do laboratório Pfizer para fornecer cerca de 70 milhões de doses. Bolsonaro recusou e, com isso, o Brasil perdeu 3 milhões de doses que poderiam ter sido entregues em dezembro e janeiro e poderiam já ter imunizado 1,5 milhão de pessoas.

Em julho do ano passado, o País recebeu a oferta de 60 milhões de doses do imunizante que estava sendo desenvolvido em parceria entre o Butantan e o laboratório Sinovac para entrega ainda em 2020. O governo não deu retorno sobre o interesse de compra dessas vacinas. Mais tarde, em outubro, Bolsonaro mandou cancelar a compra de 46 milhões de doses da Coronavac, e dizia à época que o povo não seria cobaia de ninguém. “Infelizmente, o povo está sendo cobaia permanente de um presidente criminosamente irresponsável na condução da pandemia.”, criticou Fontana.

Ódio e fake news

O parlamentar lembrou, ainda, que “o presidente perdia tempo com seu gabinete do ódio produzindo fake news a respeito do vírus e preconceitos e mentiras contra a Coronavac, chamando-a de ‘vachina’, dizendo que ela ia contaminar a população e outras barbaridades.”

Um outro movimento, o consórcio Covax Facility da Organização Mundial da Saúde, permitia que países encomendassem vacinas suficientes para imunizar até 50% da sua população. O que fez Bolsonaro? Mandou comprar apenas para 10%. Ou seja, ao invés de comprar 42 milhões de doses por meio dessa iniciativa, o Brasil poderia ter adquirido 200 milhões.

“Portanto, poderíamos ter um volume muito maior de vacinas hoje para proteger vidas e a economia brasileira. Mas a realidade é que estamos muito atrás no ranking mundial dos índices de vacinação. Continuarei denunciando cotidianamente a irresponsabilidade do presidente, que está na raiz das causas de termos hoje a maior média de mortes diária no mundo”, disse Henrique Fontana, ao reafirmar que estes são relatos de diversos crimes de responsabilidade cometidos por Bolsonaro na condução do País, apenas no enfrentamento à pandemia. “Temos que levantar a sociedade, pressionar o governo, instalar CPIs, abrir um processo de impeachment e exigir que se acelere a compra das vacinas”, concluiu.

 

Assessoria de Comunicação

 

 

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