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Petistas alertam Comissão Externa de Enfrentamento à Covid-19 para a gravidade da expansão da pandemia

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Os deputados federais Alexandre Padilha (PT-SP) e Jorge Solla (PT-BA) alertaram os membros da Comissão Externa de Enfrentamento à Covid-19 da Câmara dos Deputados para a gravidade do atual momento da pandemia do Covid-19 no País. Segundo os parlamentares, com a expansão descontrolada do vírus é necessário que a população redobre os cuidados com a prevenção e obedeça as recomendações da ciência e da medicina, e que o governo Bolsonaro assuma a responsabilidade de garantir vacina para todos com urgência e atendimento hospitalar para quem precisa.

O ex-ministro da Saúde e deputado Alexandre Padilha lembrou que o Brasil demorou 11 meses para chegar ao número de 200 mil mortes por covid no dia 07 de janeiro, mas que menos de dois meses depois já morreram mais de 57 mil pessoas. “É hora de ouvir a ciência, a medicina, os profissionais de saúde, para que as pessoas percebam a gravidade do momento em que estamos vivendo”, afirmou.

Como exemplo de agravamento da situação no País, Padilha citou o caso de Manaus. A capital do Amazonas foi a primeira a sofrer um colapso na saúde em 2020, e agora em 2021 experimentou novamente a mesma tragédia. “Esse fato jogou por terra o discurso da tal imunidade de rebanho”, observou.

O parlamentar alertou que os cuidados na prevenção à contaminação, como uso de máscara, distanciamento social e higienização das mãos, são fundamentais neste momento. Ele observou que nem mesmo o dinheiro nesse momento pode garantir atendimento médico, devido à pressão sobre o sistema de saúde.

“Temos todos os estados do País com mais de 70% de leitos de UTIs ocupados. São Paulo hoje, por exemplo, anunciou mais medidas de restrições. Pela primeira vez na história temos hospitais tradicionais da cidade, como Sírio Libanês e Albert Einstein, com fila para ocupar UTIs. Em São Paulo pode ter o dinheiro que for que hoje não encontra leito de UTI”, alertou Padilha.

Gravidade da pandemia no Brasil

O deputado Jorge Solla também lamentou o agravamento da crise sanitária no País. Ele lembrou que nesta terça-feira (2) o País alcançou 1.726 mortes, o maior número de mortos desde o início da pandemia. Ele informou ainda que o Brasil já ultrapassou os Estados Unidos em casos diários de Covid, tornando-se o País com o maior número por dia. Nesta quarta (3), o País bateu novo recorde: 1.910 mortes nas últimas 24 horas.

Diante desse cenário, o parlamentar lamentou que ainda existam deputados que disseminem desinformação ou fake news sobre tratamentos sem eficácia. “Infelizmente temos que ver no parlamento pessoas fazendo propaganda de medicamentos que não têm eficácia, já comprovado no mundo. Isso é um absurdo. A cada dia é mais difícil ver alguém que ainda não perdeu uma pessoa da família ou amiga que foi antes da hora por conta desse vírus”, disse.

Solla destacou ainda que o Brasil é “o único país do mundo que tem um presidente que faça propaganda do vírus e de sua propagação”, ao citar o negacionismo, as informações falsas e a falta de ação de Bolsonaro e de seu governo no combate ao vírus. “Há um ano essa comissão entregou ao então ministro (da Saúde) Mandetta uma série de reivindicações sobre ações de combate ao vírus. É triste observar que, um ano depois, muito pouco foi feito ou quase nada foi feito em relação à compra de vacinas, de EPIs, de testes, e de equipamentos e investimentos no SUS”, criticou.

Para exemplificar o descaso do governo Bolsonaro, Solla disse que o Ministério da Saúde desde o ano passado cortou o financiamento de leitos de UTIs para os estados. “O governo ‘decretou’ o fim da pandemia no final do ano passado ao deixar de financiar leitos de UTI. O repasse do Ministério da Saúde cobre apenas 50% do custo de UTI, mas ainda assim o Ministério da Saúde cortou 70% de sua participação no financiamento de leitos de UTIs para Covid no País”, denunciou.

Requerimentos aprovados

Durante a reunião, os membros da Comissão aprovaram vários requerimentos. De autoria do deputado Padilha foram aprovados pedidos de realização de audiências públicas para debater a falta de medicamentos e insumos para tratar pacientes com Covid-19; a prioridade de vacinação para trabalhadores do serviço de limpeza e de apoio nos serviços de saúde (em parceria com o deputado Carlos Zarattini (PT-SP); a falta de leitos de UTI e o colapso da Covid em Santa Catarina (em parceria com o deputado Pedro Uczai (PT-SC); e as novas variantes do Sars-Cov-2 no Brasil e seus impactos nas cidades brasileiras.

De autoria do deputado Jorge Solla foram aprovados requerimentos para debater a obesidade como fator de risco para a Covid; os riscos a que estão submetidas as pessoas em situação de rua na pandemia (em parceria com a deputada Erika Kokay (PT-DF); a atual situação da aquisição das vacinas Pfizer, Janssen e Sputnik V; e o financiamento de leitos de UTI pelo Ministério da Saúde.

Héber Carvalho

 

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