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Sem compromisso com a vida, Bolsonaro veta MP das Vacinas, e petistas protestam em plenário

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Parlamentares da Bancada do PT na Câmara se revezaram na tribuna, nesta terça-feira (2), para denunciar mais uma vez a falta de compromisso do presidente Bolsonaro com a vida, manifestada agora nos vetos à Medida Provisória que facilita a compra de vacinas contra a Covid-19. “O que acontece no Brasil é gravíssimo, e o veto à MP representa uma declaração de guerra do governo Bolsonaro ao povo brasileiro”, afirmou a deputada Maria do Rosário (PT-RS).

“É um governo que tem como projeto a morte. É um governo que veta que estados e municípios, nos seus esforços, possam acessar a vacina, quando não toma providências para que a vacina seja assegurada à população. É um governo que nos deixou diante de um colapso, porque, após o final do ‘orçamento de guerra’, não atuou para manter os leitos hospitalares nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI), e leitos foram fechados em todo o Brasil. Quando tantos brasileiros e tantas brasileiras estão morrendo, esse governo destrói as ações realizadas pelo Congresso Nacional e joga à morte, à desesperança, à fome e ao desemprego o povo brasileiro”, denunciou a deputada.

O mais grave de tudo isso, na avaliação da deputada Rosário é que o projeto do governo Bolsonaro é um projeto de ditadura. “Por isso, ele ofende e mente sobre os repasses da União para os governos estaduais. Para o Rio Grande do Sul, ontem, em um desrespeito ao governo do estado e aos gaúchos e gaúchas, ele informou que havia repassado R$ 40 bilhões, mas o valor não ultrapassa R$ 3,5 bilhões para o combate à Covid, com grande contribuição da bancada gaúcha”, afirmou Rosário.

Segundo a parlamentar, “o objetivo do governo, portanto, é atacar os governadores, porque sonha, trabalha com a ideia de uma ditadura na qual faça uma intervenção nos estados, assim como tem feito intervenções e não simplesmente nomeado ministros, como ocorre na saúde. Eduardo Pazuello, na Saúde, não é um ministro da Saúde, não atua para garantir a saúde, não atua para um plano de vacinação ou de prevenção”, protestou.

Na avaliação do deputado Paulão (PT-AL), o veto à MP das vacinas é “mais um crime” cometido pelo presidente Bolsonaro. “Ele vetou, na medida provisória, o processo da vacinação querendo criar um conflito proposital entre o governo federal e os governadores. Mas os governadores tiveram uma compreensão magnânima no sentido de respeitar a Constituição, independentemente de corte ideológico. Eles tiveram uma unidade de ação no sentido de respeitar a ciência e o povo brasileiro”, afirmou.

Paulão cobrou ainda da Presidência da Câmara o cumprimento do seu papel. “Temos um genocida no governo que, de forma repetida, desrespeita a ciência, desrespeita a humanidade, desrespeita o povo brasileiro e esta Casa não prioriza a discussão. É necessário que o Parlamento tenha responsabilidade e coloque como prioridade a questão da vacina pública e gratuita para todo o povo brasileiro e para isso aloque recursos ao Orçamento e à parte financeira”, defendeu.

O deputado do PT de Alagoas enfatizou que é necessário também, diante de todos os crimes cometidos, que o procurador-geral da República não seja um engavetador. “Já é hora de ele entrar com uma ação de crime de responsabilidade contra esse genocida. Chega! Não basta só indignação! É necessário que a PGR faça o seu papel. É necessário que esta Casa tire da gaveta vários processos de impedimento que caracterizam, a cada dia, os crimes cometidos por esse genocida, esse ‘anjo da morte’, esse ‘Capitão Cloroquina’ que não respeita o povo brasileiro”, protestou.

O deputado Carlos Zarattini (PT-SP) também manifestou sua preocupação com a situação que vive o País. “O Brasil está afundando. O presidente da República é um absoluto irresponsável. Tem feito de tudo para que o Brasil mergulhe no caos. E está conseguindo, porque impede que se faça um combate à pandemia, impede que se contratem vacinas. Fez o veto à medida provisória das vacinas, o que é um absurdo, e está fazendo de tudo, atrasando o máximo para enviar o projeto do auxílio emergencial”, criticou.

Um ano de Covid-19

A deputada Benedita da Silva (PT-RJ) lembrou que completamos 1 ano de Covid-19. “Nós não podemos entender o presidente Bolsonaro, que sai por aí aglutinando pessoas e dizendo que elas devem ir para a rua, que elas devem trabalhar, que elas devem proteger o capital, que elas devem, realmente, proteger o mercado financeiro. Ora, o povo quer realmente trabalhar, mas quer vacina. O povo precisa ser vacinado”, defendeu.

Benedita defendeu ainda o retorno do auxílio emergencial de R$ 600. “Tem que haver vacina já! Tem que comprar a vacina. O governo federal tem que dar o auxílio emergencial, porque as pessoas vão morrer e ele será o responsável. Não é possível que não haja nesse governo um ministro, ou uma ministra que tenha responsabilidade com a vida. Nós estamos numa pandemia há 1 ano! Não é possível que não haja como resolver essa questão”.

Auxílio emergencial

O deputado Valmir Assunção (PT-BA) destacou que o governo federal que já tem o dinheiro autorizado pela Câmara dos Deputados – R$ 20 bilhões – para combater as crises sanitária e econômica. “E o que Bolsonaro faz? Corta os repasses para os leitos de UTI. No ano passado, ele liberou recurso para algo em torno de 12 mil leitos, agora só para 3 mil. Ou seja, não libera os recursos para o Sistema Único de Saúde (SUS), para os leitos e, ao mesmo tempo, não compra as vacinas e incentiva a aglomeração. Tudo isso é contra a vida do povo brasileiro”, protestou.

Valmir Assunção também defendeu o retorno imediato do auxílio emergencial de R$ 600. “É preciso que esta Casa possa colocar com prioridade nas votações o auxílio emergencial para o nosso povo”, reforçou.

Mulheres

Ao manifestar solidariedade aos familiares dos mais de 255 mil mortos durante a pandemia de Covid no País, a deputada Professora Rosa Neide (PT-MT) lembrou que o mês de março é o Mês da Mulher. “A todas as mães e mulheres deste País, que estão sofrendo, a todas as famílias que já perderam seus entes queridos e estão desesperadas, porque estão vendo a Covid chegando perto de cada um e de cada uma, como mulher, como cidadã e como parlamentar, peço a união das vozes. Não podemos aceitar que um presidente da República faça vetos à MP da Vacina, jogue sobre os ombros de prefeitos e governadores os erros da gestão do Ministério da Saúde e não cuide do povo para o qual foi eleito e tem responsabilidade pública”, pediu.

Rosa Neide enfatizou que a cada dia, em todos os estados do País, faltam leitos, faltam equipes médicas e faltam medicamentos. “Falta vida para a nossa população. Então, que o mês de março – que é o mês de reflexão sobre o papel da mulher – que nós possamos olhar nos olhos uns dos outros, dar as mãos e lutar contra este Governo, que não está fazendo absolutamente nada para que o País retome a sua vida normal e para que as pessoas possam ter vida. Queremos que o plenário da Casa lute por vida”, conclui.

Os parlamentares Frei Anastácio (PT-PB), Henrique Fontana (PT-RS), João Daniel (PT-SE), José Airton Cirilo (PT-CE), Alexandre Padilha (PT-SP), Joseildo Ramos (PT-BA), Pedro Uczai (PT-SC), Rogério Correia (PT-MG), Reginaldo Lopes (PT-MG), Rubens Otoni (PT-GO), Zeca Dirceu (PT-PR) e a deputada Erika Kokay (PT-DF), também criticaram o veto do presidente Bolsonaro à MP das vacinas e defenderam o auxílio emergencial de R$ 600 e vacina para todos.

Vânia Rodrigues

 

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