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Em meio a colapso na saúde, Bolsonaro afronta governadores para manter genocídio

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Aliado ao coronavírus, o presidente neofascista Jair Bolsonaro deu mais um passo em sua estratégia de promover a morte dos brasileiros. Em visita ao Ceará, na sexta-feira, promoveu aglomerações sem proteção, como sempre faz. Mas, pior, convocou a população a não ficar em casa, afrontando irresponsavelmente a orientação do governo do Estado.

Mais grave ainda, ameaçou de cortar o auxílio emergencial de governadores que defenderem suas populações com lockdown total ou parcial. A manifestação criminosa de Bolsonaro ocorre quando o País caminha para um “março aterrorizador”, como definiu o deputado federal (PT-SP) e ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha.

Governo genocida

A reação imediata dos governadores diante da declaração de guerra interna foi cobrar medidas nacionais para proteger os brasileiros. “O que queremos são medidas nacionais. Estamos em vias de um colapso nacional na rede hospitalar e é necessário, então, uma ação nacional”, cobrou o governador do Piauí, Wellington Dias (PT).

“Se um estado faz e o outro não faz, a gente vai estar enxugando gelo. Então, há necessidade de medidas em relação aos aeroportos, portos, ferrovias, pra gente ter uma condição de controle maior da entrada do vírus”, afirmou Dias em entrevista à Globo News neste sábado, 27.

A preocupação dos governadores é acompanhada pela maioria dos especialistas do país. “Não se deterá o avanço de casos assim. O lockdown tem que ser total. Temos que ficar 10 a 15 dias sem ninguém na rua”, afirmou o sanitarista Gonzalo Vecina, em matéria do jornal Folha de S. Paulo, neste domingo. “Há grande chance de um colapso nacional. A população precisa acordar para a dimensão da nossa tragédia. Só lockdown de 21 dias evitará colapso nacional da saúde e funerário”, alertou o cientista Miguel Nicolelis, na sexta-feira.

A ação premeditada de Bolsonaro contra a saúde pública nacional é acompanhada por medidas restritivas ao combate e ao tratamento da doença. “O Brasil precisa reabrir leitos e fechar a circulação nas cidades”, disse o ex-ministro Padilha, alertando que até os hospitais privados de excelência como o Alberto Einstein e o Sírio Libanês, em São Paulo, enfrentam filas para a UTI.

Cortes de recursos para a saúde

“Bolsonaro e o Mercado acreditavam que a pandemia acabaria em 2020. Por isso, voltaram os recursos do Ministério da Saúde ao valor da Emenda do Teto de Gastos”, denunciou o governador do Piauí. Além de cortar R$ 35 bilhões do Ministério da Saúde, o governo federal passou a não habilitar leitos de UTI para Covid-19 abertos.

“Punir os governadores fere a cláusula pétrea da Constituição Federal, como o respeito ao princípio federativo e o dever do estado de prover saúde como direito de todos”, advertiu a ex-presidenta Dilma Rousseff, em seu blog. “É uma atitude genocida, pois acrescenta ao desprezo pelas medidas para barrar as doenças e as mortes a chantagem, com o objetivo de impedir que os governadores o façam”. denunciou a ex-presidenta. “Precisamos de um mutirão pela vida. Um pacto capaz de impor o uso obrigatório de máscaras, distanciamento social, veto a aglomerações, auxílio emergencial até o fim da pandemia e vacinas para todos, já”, defendeu.

Do PT Nacional

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