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Covid: com mais de 7,7 mil mortes por semana, país bate recorde de óbitos

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Um mês e meio após as festas de fim de ano, quadro sanitário é de descontrole, com o registro de 1.105 mortes diárias em média, o maior número desde o início da pandemia. Já são 239.294 vítimas fatais e 9,8 milhões de pessoas infectadas pelo vírus. “Dias atrás registramos 1.452 mortes para a doença em um único dia. A nova cepa já foi encontrada em diversas cidades. E, ainda assim, Bolsonaro vira as costas para a população para aplicar sua política de morte”, acusa o ex-ministro da Saúde e deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP)
O Brasil paga o preço das aglomerações causadas pelas festas de fim ano, quando aeroportos de todo o país lotaram, permitindo a livre circulação do vírus da Covid-19. Um mês e meio depois, o quadro da crise sanitária é de total descontrole. Neste fim de semana, o país bateu recorde na média diária de mortes por Covid-19. Segundo o consórcio de veículos de imprensa, no domingo (14), a média de óbitos atingiu o patamar de 1.105, o maior desde o início da pandemia. Ou seja, mais de 7.700 pessoas morreram em apenas uma semana. Já são 239.294 vítimas fatais e 9,8 milhões de pessoas infectadas pelo vírus. Além disso, 12 estados apresentaram alta na média de óbitos.

Enquanto isso, estados começam a suspender a vacinação por falta de doses, caso do Rio de Janeiro, onde a prefeitura anunciou a interrupção das imunizações. Diante da veloz disseminação do vírus, o Brasil vacinou apenas 2,40% da população, pouco mais de 5 milhões de pessoas.

“Recebi a notícia de que não chegaram novas doses”, informou o prefeito do Rio, Eduardo Paes, pelas redes sociais. “Teremos que interromper amanhã a nossa campanha. Hoje vacinamos pessoas de 84 anos e amanhã de 83. Estamos prontos e já vacinamos 244.852. Só precisamos que a vacina chegue” afirmou Eduardo Paes.

 

“É um absurdo, os estados estão suspendendo a vacinação contra a Covid-19 por falta de vacinas”, denunciou o ex-ministro da Saúde e deputado federal, Alexandre Padilha (PT-SP). “O Brasil não tem insumos e, ao invés de salvar a população, Bolsonaro facilita o acesso às armas. Genocida!”, reagiu Padilha.

O deputado também comentou pelo Twitter o alarmante saldo de mortos no país em decorrência da doença.  “Dias atrás registramos 1.452 mortes pela doença em um único dia”, lembrou Padilha. “A nova cepa já foi encontrada em diversas cidades. E, ainda assim, Bolsonaro vira as costas para a população para aplicar sua política de morte”, condenou o deputado.

Os decretos que facilitam o acesso da população a armas também foram duramente criticados pelo ex-ministro da Educação e ex-prefeito Fernando Haddad. “As vacinas são as únicas armas que o governo deveria liberar”, escreveu Haddad, pelo Twitter. “Errou rude”, afirmou o candidato à Presidência pelo PT nas eleições de 2018.

PT Nacional com informações de ‘G1′ e ‘Sputnik News’

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