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Paulo Guedes propõe criação de Frente Parlamentar em Defesa do Banco do Brasil e contra privatização e demissões

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O deputado federal Paulo Guedes (PT-MG) apresentou à Câmara Federal a proposta de criação da Frente Parlamentar de Defesa do Banco do Brasil. A iniciativa surge no momento em que a equipe econômica do governo Bolsonaro, comandada pelo ministro Paulo Guedes, homônimo do deputado, começa a colocar em prática mais um plano de privatização que, segundo o petista, representa o desmonte do Brasil e do serviço público no País.

O objetivo de demitir 5 mil funcionários até o início de fevereiro e desativar 361 unidades, entre as quais 112 agências e 242 postos de atendimento, foi anunciado no dia 11 de janeiro, mas o deputado Paulo Guedes lembra que esse sempre foi o compromisso do ministro de Bolsonaro. “Vamos lembrar que, no ano passado, uma carteira de créditos de R$ 3 bilhões do Banco do Brasil foi vendida para o BTG Pactual por 12% desse valor. Essas manobras para descapitalizar os bancos públicos acabam sugando recursos que deveriam financiar a atividade econômica, gerar empregos e renda”, afirma.

Para o parlamentar, o ministro quer acabar com os bancos públicos para privilegiar os privados, beneficiando seus amigos. “Ele não se importa em quantas pessoas ficarão desempregas, quantos agricultores familiares deixarão de ter acesso a créditos, quantos pequenos empreendedores deixarão de investir em seus negócios, prejudicando a economia e o desenvolvimento local”, alerta o deputado.

Ao lembrar da função social da instituição, o deputado Paulo Guedes ressalta as dificuldades que a população das cidades mais distantes enfrenta. “Hoje, em todos os lugares está o Banco do Brasil, imagina essas famílias terem que percorrer centenas de quilômetros para ter acesso a uma unidade de atendimento? São lugares onde o banco privado não vai, porque lá não dá lucro, ou seja, são instituições que buscam resultados puramente financeiros, deixando de lado as necessidades sociais. Ao contrário dos bancos públicos, que promovem desenvolvimento social, os bancos privados querem concentrar riquezas”.

Com requerimento de registro já autenticado na Câmara, a proposta da Frente Parlamentar de Defesa do Banco do Brasil contra privatização e demissões já está habilitada para receber apoiamento de outros deputados. Para que a frente seja constituída, são necessárias 171 assinaturas. “Vamos juntar esforços em favor de uma pauta que combata o desmonte do BB e outros bancos públicos, barrando as tentativas de privatização”.

 Porque o BB e demais bancos públicos são imprescindíveis (avaliação da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro – Contraf):

 Crédito à agropecuária e ao agronegócio:

– Detém 2/3 do crédito rural no Brasil e mais 80% nas regiões Centro Oeste, Norte e Nordeste.

– Financia o agronegócio, que responde por metade das exportações brasileiras.

– Por meio do Pronaf, financia a agricultura familiar, que produz 70% dos alimentos consumidos pelos brasileiros.

– Financia a agropecuária, atividade que envolve 15 milhões de pessoas.

Crédito imobiliário:

– BB e Caixa detêm quase 100% do crédito imobiliário nas regiões Norte, Nordeste, Sul e Centro Oeste e 2/3 no Sudeste.

E mais:

– Bancos públicos detêm 86% dos créditos de longo prazo, que geram renda, emprego, riqueza e dignidade.

– BB e demais bancos públicos levam créditos a todas as regiões do Brasil e aos pequenos municípios, reduzindo desigualdades. Os bancos privados, ao contrário, captam recursos em todo o Brasil e os levam para os centros financeiros, concentrando riquezas.

– BB e Caixa viabilizam pagamento de programas sociais, como Bolsa Família Auxílio Emergencial a dezenas de milhões de brasileiros.

– BB financia exportações para equilibrar balança comercial.

– BB é a instituição que mais empresta para micro e pequenas empresa: 60% do Pronampe;

– BB fomenta políticas públicas de desenvolvimento sustentável.

– Bancos públicos investem em projetos que valorizam a cidadania, arte, educação, cultura, esporte.

 

Assessoria Parlamentar

 

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