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Anvisa aprova uso emergencial de vacinas contra a Covid-19; enfermeira recebe 1ª dose

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Órgão decidiu por unanimidade a utilização da Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan, e da AstraZeneca, feita em parceria entre a Universidade de Oxford e a Fiocruz. Petistas comemoram aprovação mas ressaltam que é preciso executar um amplo programa de vacinação nacional. “Precisamos agora, além da aprovação emergencial de outras vacinas, de um plano e uma campanha de vacinação nacional. E o Congresso funcionando pra obrigar o governo a agir”, afirma a presidenta Nacional do PT, a deputada Gleisi Hoffmann (PR).
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou, neste domingo (17), o uso emergencial no Brasil das vacinas contra a Covid-19 CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan, e a AstraZeneca, feita em parceria entre a Universidade de Oxford e a Fiocruz. Os dois imunizantes foram aprovados por unanimidade pelos diretores do órgão. As vacinas serão usadas inicialmente em profissionais de saúde e pessoas de grupos de risco como indígenas e idosos.

 

“Vacinas aprovadas pela Anvisa! Parabéns a todos(as) que lutaram por esse resultado e ao nosso resistente SUS”, comemorou a presidenta Nacional do PT e deputada federal Gleisi Hoffmann (PR). “Precisamos agora, além da aprovação emergencial de outras vacinas, de um plano e uma campanha de vacinação nacional. E o Congresso funcionando pra obrigar o governo a agir”, afirmou.

Mulher recebeu a primeira dose

Poucos minutos depois após a Anvisa autorizar o uso emergencial das vacinas, a enfermeira Mônica Calazans recebeu a primeira dose da CoronaVac aplicada no Brasil. O evento foi registrado no Hospital das Clínicas, em São Paulo.

Moradora de Itaquera, zona leste da capital paulista, Mônica tem 54 anos e perfil de alto risco para complicações da covid-19. Porém, apesar de acima do peso, hipertensa e diabética, ela trabalha há oito meses na linha de frente do combate ao coronavírus.

Em maio do ano passado, no auge da primeira onda da doença, Mônica se inscreveu para vagas de CTD (Contrato por Tempo Determinado), e fez opção de trabalhar no Hospital Emílio Ribas, epicentro do combate à pandemia.

“Parabéns aos trabalhadores destas 3 instituições do SUS”, celebrou o deputado federal e ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha. “Agora precisamos cobrar a aprovação de outras vacinas com segurança e eficácia comprovadas que já estão em uso em vários países, como a Sputnik V e da Pfizer”, observou Padilha, pelo Twitter.

O deputado pediu urgência na aprovação de outros imunizantes. “Se incorporarmos todas as vacinas já em uso em outros países, poderemos vacinar profissionais de saúde, idosos, pessoas com doenças crônicas e deficiência, indígenas, quilombolas, profissionais da educação, da segurança pública, dos serviços essenciais até o início do inverno”, ressaltou Padilha.

Ele cobrou ainda a execução de um programa nacional de vacinação no país. “É urgente iniciarmos o mais amplo plano de vacinação”, apontou o deputado. “Só a população amplamente vacinada garantirá ambiente para salvar vidas e a economia. O SUS brasileiro sabe vacinar em tempo adequado. Todos os anos vacinamos mais de 80 milhões de pessoas para gripe”, explicou.

O deputado federal Enio Verri (PR) defendeu acesso universal às vacinas e criticou a atuação do governo federal na pandemia. “Depois de todas as sabotagens do presidente da República contra a vacinação, como o atraso na compra, desdém e desconfiança de Bolsonaro quanto à eficácia das vacinas, a Anvisa autorizou o uso emergencial da CoronaVac e AstraZeneca. Vacinação, já, ampla, geral e irrestrita”, escreveu Verri, pelo Twitter.

PT Nacional com Brasil de Fato

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