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O Parlamento não pode virar cúmplice do desgoverno Bolsonaro, impeachment Já!

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Lula Marques

Em discurso duro feito na sessão virtual da Câmara dos Deputados, na noite desta quinta-feira (17), a deputada Maria do Rosário (PT-RS) cobrou, em nome da Liderança do Partido dos Trabalhadores, ações concretas do presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), em relação aos crimes de responsabilidade praticados pelo presidente Jair Bolsonaro. “Nós não podemos ser cúmplices do que ocorre no Brasil, é preciso que o presidente Maia paute o caminho do impeachment”, exigiu.

“É preciso que voltemos a dizer que é melhor para o Brasil encarar os crimes de responsabilidade que são praticados pelo governo de Jair Bolsonaro do que continuar a condenar os brasileiros e brasileiras à morte, como acontece nos dias atuais”, reforçou.

A deputada acredita que não se pode esperar 2022, período que ocorre as eleições presidenciais para que se tome providencias diante dos desmandos, descaso e irresponsabilidade do governo federal.

“Não podemos esperar 2022. Nós exigimos a apreciação dos processos de impeachment contra Jair Bolsonaro pelos seus crimes de responsabilidade. O maior deles: deixar a população brasileira à morte, na fome e no abandono, este é o maior crime. As gerações futuras certamente o condenarão, e agora nós devemos condená-lo e tirá-lo da Presidência da República”, cobrou Maria do Rosário.

Foto: Gabriel Paiva

Covid-19

A deputada destacou que não é só a pandemia que causa dor e desalento às famílias brasileiras. Para ela, a pandemia mata, mas também o abandono, a negligência, a irresponsabilidade pública. “Há uma aliança com o mais perverso vírus que nós já vivenciamos no nosso País, que se expande e massacra famílias”, disse a parlamentar, associando as mortes causadas pela pandemia do coronavirus à toda ação nefasta protagonizada pelo atual presidente da República.

Segundo Maria do Rosário, o descaso de Bolsonaro e sua equipe, em relação ao enfrentamento da Covid-19, leva o Brasil a atingir a marca de mais de mil óbitos diários, a ultrapassar o triste registro de 182 mil brasileiros mortos, e se tornar o segundo país do mundo com mais mortes, além  de colocar o Brasil na última fila para se ter uma vacina.

“Seremos o último, quando o Brasil tem a expertise do Sistema Único de Saúde (SUS), de conferências, de trabalho, de atuação técnica de redes integradas, de um sistema que é exemplo para o mundo em vacinação de grandes contingentes populacionais. O Brasil sempre foi visto no mundo justamente pelo SUS, pela responsabilidade de ter um sistema universal de saúde”, ponderou a deputada.

Desmonte do SUS

Não basta isso, explicou a parlamentar, o que o Brasil assisti por parte do governo federal é a tentativa de desmonte do SUS. O que se presencia é a obstrução das condições de trabalho de profissionais de saúde. “Como os profissionais de saúde que estão na linha de frente conseguem enfrentar este desgoverno nessa situação? Eles conseguirão enfrentar, no atual momento, o colapso, quando a pandemia chega ainda mais forte em alguns lugares do no início da crise sanitária, e quando já se acumulam o cansaço de tanto tempo?”, questionou.

Negligência

A petista avaliou ainda, que o Brasil está diante de uma grave negligência que se configura em crime de responsabilidade. “Não é possível não vermos que negligenciar a vacina é ferir a Constituição, que negligenciar um plano de proteção à vida é ferir a Constituição e cometer grave crime de responsabilidade!”, desabafou a parlamentar.

Corrupção

Rosário apontou também que, além dos crimes de responsabilidade, o governo Bolsonaro é envolvido em todo tipo de corrupção. Segundo ela, o presidente não esclarece o envolvimento de seus filhos com a milícia, não esclarece a participação de seus filhos com “rachadinha” e tantos outros fatos cabulosos.

“Mas usa da máquina pública do governo federal, da Abin e da Polícia Federal para blindar os integrantes de uma família, o que se configura, objetivamente, em desvirtuar as funções públicas de Estado, de organismos que não podem servir para tapar a corrupção do governo Bolsonaro, a impedir que sejam feitas as verdadeiras ações contra este governo corrupto. É corrupto! É corrupto e está agindo com as piores corrupções possíveis”, denunciou.

Milhões na extrema pobreza

Para Maria do Rosário, a quebra do auxílio emergencial – reduzido para R$300 – vai jogar, imediatamente, mais de 5 milhões de pessoas na extrema pobreza. E, segundo ela, quando o auxílio emergencial não existir mais, 15 milhões de brasileiros terão fome. “É a fome crônica! É a volta da fome à vida dos brasileiros e brasileiras”, sentenciou.

A deputada reiterou que o Parlamento não pode virar cúmplice do desgoverno de extrema direita, que não tem compromisso com seu povo. “Nós temos uma Constituição acima deste governo. Nós não podemos ser cúmplices de quem continua praticando uma política com essa de atitude fiscal ou responsabilidade fiscal”, enfatizou. Para Maria do Rosário, essa palavra não cabe mais, porque, “ao Estado brasileiro caberia a manutenção de uma economia básica, com condições de sair da pandemia, investindo, inclusive, na indústria nacional”, completou.

Sabotador

Na opinião da deputada gaúcha, enquanto o Brasil assisti o mundo correr para vacinar sua população e os governadores do PT e dos demais partidos tentar proteger o seu povo, o governo federal “sabota os governos estaduais, dilapida o patrimônio, ataca o meio ambiente, negligencia as suas responsabilidades com os direitos humanos, com o desenvolvimento do Brasil e com os direitos dos brasileiros e, mais terrível do que tudo, condenando as pessoas à morte”.

Unidade

A deputada defendeu a unidade das ações para se fazer o enfrentamento real às mazelas praticadas por Bolsonaro e seus comandados. “Nós devemos criar uma unidade que dê condições de autonomia ao Poder Legislativo, porque cabe a nós salvarmos a vida de brasileiros, de pensarmos uma estratégia para o Brasil sair dessa terrível crise. E cabe aos senhores e senhoras agirem com responsabilidade”, conclamou Maria do Rosário.

Benildes Rodrigues

 

 

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