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Pimenta suspeita de dinheiro de milicianos nas contas de Bolsonaro e desafia presidente a abrir sigilo bancário

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O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) reagiu com indignação à confissão feita pelo presidente de extrema direita Jair Bolsonaro a um programa de televisão de que suas despesas pessoais eram pagas com os recursos do esquema de corrupção da “rachadinha”, que desviava salários de servidores públicos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), processo do qual participava um de seus filhos, o atual senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ).

Pimenta disse que “Bolsonaro trata todos nós como imbecis” e o desafiou a abrir o sigilo bancário. “Jair Bolsonaro se vitimiza e trata todos nós como imbecis. Autoriza a quebra do teu sigilo bancário, do teu filho, da Lady Micheque, do Queiroz e prova que não tem dinheiro sujo nas contas. Chega de cinismo! Prova que não tem dinheiro da milícia nas contas de vocês”, provocou.

Perguntas sem respostas

O capitão-presidente disse que os cheques do laranja Fabrício Queiroz, no valor de R$ 89 mil, depositados na conta da primeira dama Michele Bolsonaro, eram, na verdade, para ele. Bolsonaro ainda afirmou que “o Queiroz pagava conta minha também. Era de confiança, tá”, sem justificar por que emprestaria dinheiro para que Queiroz pagasse suas próprias contas pessoais.

Outros parlamentares do PT também manifestaram perplexidade com a confissão de Bolsonaro. “Se um miliciano paga suas contas e você diz que ele é confiança, ou você é íntimo da milicia, ou miliciano também, né?”, assinalou o deputado Nilto Tatto (PT-SP).

A deputada Erika Kokay (PT-DF) afirmou que o “absurdo perdeu a modéstia”. “Bolsonaro assumiu que cheques do Queiroz eram para ele e não para Michelle. Confissão de crime? Realmente o absurdo perdeu a modéstia”, escreveu em suas redes sociais. Já a deputada Professora Rosa Neide (PT-MT) disse que Bolsonaro é “cara de pau”.

Foto: Najara Araujo/Câmara dos Deputados

Grana na conta de Michelle Bolsonaro

De acordo com a quebra de sigilo bancário de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, Queiroz depositou R$ 72 mil na conta da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, de 2001 a 2016. No mesmo período, a primeira-dama recebeu 5 cheques de R$ 3 mil e 1 cheque de R$ 2 mil, totalizando R$ 17 mil da mulher de Queiroz, Márcia Aguiar. Somando os valores, Michele Bolsonaro recebeu R$ 89 mil.

Lorena Vale

 

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