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Petistas cobram por justiça e respostas sobre o assassinato de Marielle e Anderson que completa 1.000 dias

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Completam-se 1.000 dias, hoje, do assassinato da ex-vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (PSOL), e de seu motorista, Anderson Gomes. Também faz 1.000 dias que familiares, amigos, parlamentares e a imprensa perguntam, sem resposta: Quem mandou matar Marielle? As deputadas da Bancada do PT na Câmara Erika Kokay (DF) e Maria do Rosário (RS) discursaram, nesta terça-feira (8), na sessão virtual da Câmara recordando o crime e pedindo justiça e respostas ao caso.

“Faz mil dias que o Brasil se pergunta quem mandou matar Marielle e Anderson. Mil dias são mil manhãs e são também mil sementes. E não fazer justiça à Marielle e Anderson é como se aquela noite não tivesse fim. Numa noite sem fim, às 21h30min, mil dias atrás, houve o assassinato de Marielle Franco”, afirmou Erika Kokay.

A parlamentar assegurou que continuará exigindo justiça para Marielle e Anderson, além de resistir a todos os retrocessos que vem acontecendo no Brasil. “Alguns acham que as ideias são imunes à bala, e nós voltamos a ver todos os dias mil Marielles brotando em nossa sociedade lutando por justiça, lutando por igualdade, lutando em defesa de uma sociedade onde não haja dor em ser mulher, onde não haja dor em ser negra, lutando por uma sociedade que desenvolva a humanidade de cada um de nós. Por isso, em nome de Marielle, nós continuamos resistindo a todos os ataques que este Brasil está sofrendo”.

Para Maria do Rosário é preciso que o Brasil acorde para a violência contra eles e contra as pessoas negras e oprimidas. “Completam-se 1.000 dias da morte de Marielle Franco. É preciso que este Brasil acorde para a violência cometida contra essa mulher e contra Anderson. E para o cotidiano de violência contra as pessoas negras, contra os mais oprimidos, contra os abandonados deste País”.

Quem mandou matar?

Dois ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, suspeitos de ter cometido o assassinato de Marielle, estão na prisão, mas ainda não foram julgados e o caso continua permeado de incógnitas.

Maria do Rosário apontou para a importância de se saber quais conexões políticas existem entre quem mandou matar e quem matou a ex-vereadora. “É preciso saber quem mandou matar Marielle, saber quem está por trás e quais as conexões políticas entre o Palácio do Planalto e as questões tão tristes que as milícias do Rio têm representado para o povo daquele estado”.

Ela ainda destacou o impacto de Marielle para as eleições de 2020 em que mulheres negras e jovens foram eleitas em todo o País. “Uma vereadora do Rio de Janeiro, o impacto de uma mulher negra, lutadora, da periferia. Um símbolo que hoje ecoa na eleição de jovens mulheres negras, em todo o Brasil, para os parlamentos. Não nos conformamos nem com assassinato, jamais, nem com a ausência de respostas”, finalizou Rosário.

Os deputados petistas José Guimarães (CE), Leo de Brito (AC) e Paulão (AL) também se solidarizaram com o PSOL e cobraram respostas para o assassinato de Marielle e Anderson.

Lorena Vale

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