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Uczai e Tatto defendem a derrubada do veto ao auxílio emergencial para a agricultura familiar

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Os deputados Pedro Uzai (PT-SC) e Nilto Tatto (PT-SP) defenderam na sessão da Câmara desta quinta-feira (3) a derrubada do veto de Bolsonaro a dispositivos da Lei Assis Carvalho (PL 735/20), de ajuda à agricultura familiar. Eles destacaram as dificuldades enfrentadas pelos agricultores do sul do País com a seca rigorosa. “O presidente Bolsonaro irresponsável pelo trato com a pandemia, irresponsável pelo trato com a questão da estiagem no Sul do Brasil – duas secas em um ano –, vetou o PL 735. Bolsonaro é criminoso em relação aos nossos agricultores familiares”, protestou o deputado Uczai.

Na sua avaliação, o campo está abandonado. “Os camponeses, os assentados, os agricultores familiares precisam renegociar suas dívidas, precisam de crédito emergencial, de programa de recuperação. Com a pandemia e as estiagens no Sul do País, nós precisamos urgentemente mobilizar todas as entidades brasileiras para derrubar o veto do PL 735, previsto para o dia 16 de dezembro. Para isso, precisamos de mobilização nacional, mobilização das entidades”, defendeu Uczai.

Ele pediu sensibilidade política dos deputados e senadores com o campo, com os agricultores familiares, com aqueles que produzem 70% do alimento brasileiro. “Portanto, derrubar o veto é imperativo, moral e político para defender aqueles que colocam alimento na mesa dos brasileiros. Precisamos derrubar os vetos, derrotar o governo Bolsonaro e recuperar a dignidade e a esperança de ter uma política pública para os nossos agricultores e camponeses”, reforçou.

Foto: Gustavo Bezerra

Desemprego e miséria

O deputado Nilto Tatto destacou que o País tem assistindo ao aumento do desemprego e da miséria. “Uma das razões principais para isso tem a ver com a falta de uma política econômica de interesse da maioria do povo brasileiro tocada pelo governo Bolsonaro. A própria pandemia aguça mais o desemprego, o aumento da miséria e da concentração de renda porque falta apoio para setores das cadeias produtivas que mais precisam, neste momento, dessa ajuda, inclusive para retomarem atividades econômicas essenciais, como a área da agricultura”, explicou.

Nilto Tatto considerou que o governo Bolsonaro agiu com insensibilidade e irresponsabilidade ao vetar artigos da Lei Assis Carvalho, de apoio emergencial à agricultura familiar. “Neste momento só a agricultura de produção de commodities para exportação recebe apoio do governo federal. Aqueles que produzem os alimentos que chegam à mesa dos brasileiros não têm esse apoio. Muitos deles inclusive não estão conseguindo produzir porque não têm condições para isso”, criticou.

Por isso, segundo o deputado do PT paulista, é importante que o Congresso dê resposta à sociedade para derrubar os vetos do PL 735, para apoiar a agricultura, apoiar a produção de alimentos, “até para atacarmos uma outra coisa que está desesperando também boa parte da população, que é a inflação dos alimentos, porque do governo Bolsonaro não dá para esperar nada”, lamentou.

Auxílio emergencial

O deputado Nilto Tatto também defendeu a votação imediata da medida provisória (MP 1.000/20, que reduziu o auxílio emergencial de R$ 600 para R$ 300. “É preciso votar, fazer um esforço para restituir os R$ 600. Se você tem um governo que não apoia a produção de alimento, que provoca a inflação dos alimentos, que provoca o aumento da tarifa energética, como é que pode justificar diminuir pela metade a ajuda emergencial neste momento em que boa parte da população brasileira precisa desses R$ 600?”, indagou.

Tatto concluiu afirmando que o Congresso pode, sim, dar uma resposta, “quando temos um governo irresponsável, que não cuida da saúde, não cuida da economia, não cuida do povo brasileiro”.

Foto: Cleia Viana – Ag Câmara

Vânia Rodrigues

 

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