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Bolsonaro faz demagogia, mas energia segue instável no Amapá

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O Amapá continua sofrendo as consequências do apagão de energia que afeta o estado, desde o dia 3 de novembro. Ontem, domingo, uma sucessão de explosões de transformadores voltou a assustar e deixar novamente sem energia os moradores de Macapá. No sábado, depois de ignorar a situação por 20 dias, Bolsonaro visitou a cidade para fazer proselitismo político em nome de “restabelecer” a energia.

Segundo a imprensa local, Bolsonaro foi convidado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, “para acompanhar o fim do apagão”. Na sua chegada, além dos “fiéis seguidores”, desta vez ele enfrentou o protesto dos amapaenses. Os moradores de Macapá cobraram a inoperância do Ministério de Minas e Energia que, depois de mudanças de planos e prazos, deixou cerca de 730 mil pessoas sem energia por praticamente vinte dias.

Além do apagão, chuvas intensas atingiram o estado no final de semana, aumentando a situação de calamidade pública e o drama das pessoas. Ainda no escuro, as chuvas obrigaram muitos moradores a abandorem suas casas. Apesar da promessa de restabelecimento nesta semana, a instabilidade do fornecimento de energia ainda é grande. Diante das explosões dos transformadores no domingo, moradores questionaram nas redes sociais a presença de Bolsonaro no estado.

Falência da privatização

O caso do apagão no Amapá é exemplar da falência da política de privatização que ameaça o sistema elétrico nacional. A queda de energia em 13 dos 16 municípios do Amapá foi provocada por um incêndio em um transformador em uma subestação na capital Macapá, operada por uma empresa privada. A empresa Gemini Energy, responsável pela subestação, não tinha transformador sobressalente para substituir os equipamentos danificados.

A empresa Geminy Energy é sucessora da espanhola Isolux, ganhadora original da concessão, que entrou em recuperação judicial e repassou o contrato da LMTE (Linhas de Macapá Transmissora de Energia). A Geminy Energy tem como sócios os fundos de investimento Starboard, com 80%, e a Perfin, com 20%. A participação da Starboard se dá pelo fundo Power Fip, e a da Perfin, pelo fundo Apollo 14 Fip.

Diferente de outros países, em que o tema é tratado como assunto de Estado, no Brasil o atual governo aposta em transformar a energia em apenas mais um negócio para fundos e bancos. “A responsabilidade é estadual e federal, pois o governo deveria estar supervisionando”, apontou Luiz Pinguelli Rosa, ex-presidente da Eletrobrás, sinalizando a necessidade da presença do Estado.

Redação do PT Brasil

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