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Gleisi defende impeachment imediato de Bolsonaro e a anulação de processo contra Lula

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A presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), defendeu hoje (27) a imediata abertura de processo de impeachment do presidente Jair Bolsonaro por ele estar levando os brasileiros à morte “pela fome e desemprego” e também pela irresponsabilidade na condução do enfrentamento à pandemia de Covid-19, inclusive no tocante à vacina para a doença.

Em discurso no plenário da Câmara, ela fez um paralelo entre o governo do ex-presidente Lula (2003-2010) e o atual, mostrando diferenças abissais entre ambos em todas as áreas, como a soberania nacional, os interesses da população, saúde pública, geração de empregos e renda. “O Brasil, com Lula, era altivo e ativo, nunca baixou a cabeça e nem se colocou a serviço dos Estados Unidos, como faz Bolsonaro”, comparou Gleisi.

Moro, um amaldiçoado

Ela recordou que Lula completa hoje 75 anos de uma vida colocada a serviço do Brasil e do povo brasileiro, motivo pelo qual foi “perseguido, caluniado, injustiçado e preso”, com base em sentença “imoral e ilegal de um juiz maldito” chamado Sérgio Moro. Ela acusou Moro de trazer “a maldição ao Brasil” e por agir de forma “parcial e oportunista na condenação de Lula sem crime e sem prova”.

“Tenho uma tristeza imensa por ver um homem como Lula, que tanto fez pelo Brasil, sendo perseguido, e um homem como Bolsonaro, que despreza tanto o povo brasileiro e sua dor e suas necessidades, sendo protegido”, lamentou-se Gleisi. “O Brasil está virado de cabeça para baixo”.

Ela citou vários crimes cometidos por Bolsonaro e que já geraram mais de 50 pedidos de impeachment engavetados na Câmara dos Deputados. “Está na hora de fazer Justiça, com o Supremo Tribunal Federal anulando a sentença imoral” de Moro e, ao mesmo tempo, interditar Bolsonaro, disse Gleisi Hoffmann.

Família de aloprados

“É hora do impeachment de Bolsonaro, cuja única preocupação é com sua vida e a de seus filhos, criminosos e aloprados. Bolsonaro precisa ser interditado, sob pena de abrir as portas da morte para o povo brasileiro”, observou.

“Nós temos que abrir o pedido de impeachment contra esse homem irresponsável, criminoso, genocida, sob pena de nossas mãos, as mãos desta Casa, dos Parlamentares, ficarem manchadas com o sangue dos inocentes que morrerão nessa disputa insana que Bolsonaro faz para ganhar processos eleitorais e para fazer disputa política baseada em ideologia e na ignorância”, afirmou a presidenta do PT.

Ela observou que o capitão-presidente “já cometeu todas as espécies de crimes”, como ataques à soberania nacional, à democracia, à liberdade de expressão e organização, à economia popular e à saúde pública. Assim, desafiou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a dar início ao processo de impeachment. “Precisamos fazer o julgamento desse homem que está colocando a vida do povo brasileiro em risco”, disse a presidenta do PT.

Bolsonaro, um irresponsável

Gleisi frisou que dentre os crimes elencados por ela o mais grave foi o do dia 21 de outubro, quando Bolsonaro decidiu, sem nenhuma base científica, que o povo brasileiro não teria acesso à vacina contra a Covid-19 “por um motivo torpe, ideológico”, já que foi desenvolvida pela China junto com o Instituto Butantan, de São Paulo.

“Arrogante, irresponsável, autoritário, total falta de empatia de se colocar no lugar do outro, de sentir a dor do povo brasileiro e o medo que o povo está com a Covid. Ele quer impor sua vontade à vida e à saúde da população”, denunciou Gleisi.

Ela lembrou que o PT já tomou várias iniciativas contra a irresponsabilidade de Bolsonaro no âmbito do Judiciário, mas também na Câmara, com um projeto de lei que torna obrigatória a vacina contra a Covid-19, colocando-a dentro do Programa Nacional de Imunização (PNI), que hoje já conta com 17 vacinas.

Governo genocida

Gleisi denunciou que o PNI está sendo destruído por Bolsonaro, não só pelo corte das verbas – o orçamento do SUS para 2021 foi reduzido em R$ 35 bilhões – mas também pela postura negacionista do capitão-presidente, para quem “o povo não precisa de vacina, e que vacina não precisa ser tomada, é opcional”. Para a deputada, o militar-presidente “empurra o povo à morte”.

Gleisi frisou que 157 mil pessoas já morreram de Covid-19 no Brasil e mesmo assim a tragédia humanitária é tratada por Bolsonaro “com desdém”. Além disso, o militar não cuidou da economia, o que resultou em mais de 14 milhões de desempregados, cortes de salários, alta dos preços dos produtos alimentícios, entre outros problemas. “Quanto mais tempo nós vamos esperar esse irresponsável atentar contra o povo e contra o Brasil?”, indagou.

A presidenta do PT recordou que no governo Lula um pacote de arroz custava R$ 6,00, foram gerados milhões de empregos, o crédito era farto e barato e todo mundo podia fazer um churrasco no fim de semana, comprar eletrodomésticos, carros e casa própria. “As famílias tinham dignidade. Quem não se lembra disso?”, assinalou.

Na área de saúde, observou que o PT criou o Samu, a Farmácia Popular, o Programa Mais Médicos, UPAs e contratou milhares de agentes de saúde, entre outras iniciativas. Com Bolsonaro, todas essas conquistas ou foram desmanteladas ou enfraquecidas. No caso do Mais Médicos, por exemplo, o resultado foi desastroso com o fim decretado pelo atual governo: centenas de municípios ficaram sem médicos, além das periferias das grandes cidades.

Assista o discurso na íntegra:

PT na Câmara

Foto: Najara Araújo/Câmara dos Deputados

 

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