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Frei Anastácio critica cortes para habitação e aumento de 300% no orçamento para publicidade do governo

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O deputado federal Frei Anastácio (PT-PB) criticou os cortes que o governo Bolsonaro anunciou no orçamento de 2021 para o programa habitacional Casa Verde Amarela, que substitui o Minha Casa Minha Vida do governo petista. “Enquanto ele aumentou em mais de três vezes o orçamento para sua publicidade, deixou o programa habitacional com apenas R$ 2,3 bilhões. Esse valor mal dará para manter as obras já existentes no Brasil”, criticou.

O parlamentar lembrou que em 2015, ainda no governo do PT, o Programa Minha Casa Minha Vida teve orçamento de R$ 16,5 bilhões. Ele argumenta que depois que deram o golpe e retiraram Dilma do governo, os recursos foram sendo reduzidos a cada ano. “E agora chegou a esse patamar. Com isso, os mais pobres ficarão de fora do programa genérico eleitoreiro de Bolsonaro”, lamentou.

Segundo o deputado, esse programa não ajudará a combater o déficit habitacional de 8 milhões de moradias no País. “O programa também não oferece nenhuma linha habitacional para os agricultores. Segundo a Contag, o Brasil tem um déficit habitacional de quase 1,3 milhões de moradias, sem falar de reformas, ampliações e conclusões. Esse programa genérico deixa de fora as famílias que ganham menos de R$ 1.800, no campo e na cidade. É justamente nesse segmento de renda onde está o maior déficit habitacional”, informou.

Aumento no orçamento da publicidade

O congressista disse que “é lamentável ver o governo das notícias falsas cortar recursos para a habitação, educação, saúde, agricultura e aumentar de forma astronômica o orçamento da publicidade para o próximo ano. Bolsonaro tem um orçamento para divulgar seu governo, três vezes maior que o deste ano”, lamentou.

Frei Anastácio ressaltou que o governo sai de um orçamento de R$ 138,6 milhões, em 2020, para quase R$ 500 milhões em 2021. “Esse dinheiro será gasto em ano pré-eleitoral, na divulgação do governo. Um presidente que já está em campanha eleitoral, visando às eleições de 2022. Enquanto isso, a fome aumenta, o País volta para a linha de extrema pobreza e Bolsonaro busca votos explorando a miséria do povo”, protestou.

Assessoria Parlamentar

 

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