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Petistas criticam TST por drástico corte de direitos dos trabalhadores dos Correios

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A deputada Erika Kokay (PT-DF) e o deputado Vicentinho (PT-SP) criticaram nesta terça-feira (22) a decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) de dar apenas 2,6% de reajuste salarial aos funcionários dos Correios – a categoria pleiteava 5% – e de manter a exclusão das cláusulas do atual acordo coletivo de trabalho que estaria em vigência até 2021, o que significa retirar direitos e reduzir a remuneração dos trabalhadores da empresa pública em 40%.

Para o deputado Vicentinho, a decisão do TST é mais um golpe contra os trabalhadores dos Correios. “É um golpe extraordinário nesses trabalhadores, que estão sobrecarregados, perdendo a vida contaminados, que querem apenas o direito de ir e vir em paz e o direito de cuidar da sua família, pois as cláusulas sociais dariam condições e o respeito a vários direitos, como o de amamentação”.

Violência do governo Bolsonaro

O parlamentar ainda acusou o governo Bolsonaro de entregar o patrimônio público para as empresas privadas. “É uma violência, isso é o retrato do governo Bolsonaro, que, no lugar de defender o patrimônio público e a soberania nacional, entrega tudo de bandeja para os grupos privados”.

Vicente também questionou a participação das Forças Armadas no desgoverno do atual capitão-presidente. “Como é que as Forças Armadas participam disso? Ao invés de defender a soberania nacional, põem os seus quadros, aos milhares, para atuar em defesa de um projeto entreguista, ventríloquo dos interesses dos grandes grupos capitalistas do Brasil e do mundo. Deixo o meu mais veemente protesto”.

Governo de destruição do País

“O TST rasga e retira inúmeros direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras dos Correios. Esses brasileiros representam a integração nacional e carregam o Brasil no ombro. Eles carregam esse Brasil, que o presidente da República quer destruir entregando as nossas empresas, destruindo o meio ambiente, destruindo a própria educação”, afirmou a deputada Erika Kokay.

Para a deputada, o tribunal deveria ter sido coerente e mantido o próprio acordo com a sua vigência de dois anos — o acordo que foi fruto de sentença normativa do TST. “Nós não suportamos mais tanta farsa. Nós não suportamos mais tanta destruição e tanta barbárie. Por isso, é “fora, Bolsonaro, em nome deste País”!”, comentou a parlamentar, ao manifestar solidariedade aos trabalhadores e às trabalhadoras dos Correios.

Lorena Vale

 

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