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Bolsonaro conduz governo da morte, miséria e destruição do Estado, denuncia líder do PT

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O líder do PT na Câmara, Enio Verri (PR), denunciou hoje (13) o governo de extrema direita Jair Bolsonaro por estar destruindo o País, num leque que vai da irresponsabilidade no combate à pandemia de Covid-19 – que já matou mais de 104 mil brasileiros – à destruição de direitos trabalhistas, da universidade pública e do meio ambiente e a entrega de empresas estatais “a preço de banana” ao grande capital.

“O que vivemos hoje é a destruição do Estado brasileiro, com o aumento da miséria e da morte, em que a população olha o seu futuro sem esperança e sem sonho. A fé está se acabando, e isso é muito ruim para o povo brasileiro”, afirmou o parlamentar, durante sessão virtual da Câmara dos Deputados.

Futuro comprometido

O líder petista listou pormenorizadamente uma série de retrocessos e alertou que a sociedade precisa se mobilizar para garantir o impeachment de Bolsonaro e do vice-presidente, general Hamilton Mourão, para pôr fim à política econômica ultraliberal e ao projeto antinacional e antipopular em curso, que comprometem o futuro e a soberania do Brasil. “Os que têm compromisso com a vida e com a justiça” precisam se unir para “construir um Brasil mais justo”, afirmou. “Temos é que construir um espaço que seja uma nação com todos preocupados com o próximo”, argumentou.

Enio Verri lamentou que o governo Bolsonaro esteja tratando como “normal” a morte de milhares de brasileiros por Covid-19. “Não podemos manter a vida normal num país que passa de 104 mil mortes, é como se estivesse sendo normalizado o genocídio”, exclamou. Segundo ele, no momento o Brasil tem “uma pauta da morte” sob comando do capitão-presidente.

Governo da ignorância

O líder denunciou que a insensibilidade de Bolsonaro e do ministro da Economia, Paulo Guedes, beira a insanidade. Citou como exemplo, o corte de 20% no orçamento das universidades, que são o centro das pesquisas no País, já que a iniciativa privada não dispende recursos com essa área.

Para exemplificar o grau de ignorância e desprezo à educação e cultura pelo atual governo, Verri frisou que Paulo Guedes ainda fala em aumentar os impostos sobre livros, porque seria supostamente um item de consumo da elite.

“Ora, só o fato de ele afirmar isso prova que ele não lê nenhum livro há muito tempo. A elite devia ter vergonha de ter um ministro da Economia como este, que defende o corte de recursos de universidades ou aumento de impostos sobre livros”, provocou o líder do PT.

Tudo para os poderosos

Na verdade, trata-se de um governo que só defende o grande capital e os interesses estrangeiros, já que “não fala nada em tributar lucros, dividendos e as grandes fortunas”, assinalou Verri. Ele criticou a reforma da previdência de Bolsonaro- que prejudicou os pobres e favoreceu os militares – e denunciou que o governo ainda prepara mais maldades contra os trabalhadores, como a instituição de um regime de pagamento por hora de trabalho.

“Já não chegam os prejuízos à classe trabalhadora após o golpe, com a reforma trabalhista, terceirização, com a Lei da Liberdade Econômica, com a reforma da Previdência? Agora, vamos ser horistas?! É o máximo da precarização das relações de trabalho! É um absoluto desrespeito ao povo brasileiro! É a destruição da Nação!”, acusou Enio Verri.

Privatização criminosa

Ele também denunciou que o governo pretende entregar empresas estatais “a preço vil”, como já tem feito com a Petrobras, uma das maiores empresas de petróleo do mundo e que está sendo esquartejada para favorecer grandes investidores, em prejuízo da população brasileira. Segundo o líder, Bolsonaro prepara o mesmo com a Caixa Econômica Federal, a Eletrobras, os Correios e a Dataprev.

“São as nossas riquezas, resultado de décadas de recursos de cada um de nós trabalhadores e trabalhadoras deste País, que construíram uma riqueza de conhecimento, de prestação de serviço, que foram instrumento de redução de miséria, e que serão entregues à mão dos amigos”, afirmou o deputado.

Ele disse que, com a crise, os ativos estão em baixa, portanto que adquirir patrimônio público será por preços irrisórios. “Quem vai comprá-las deve ser um dos amigos dele (Paulo Guedes) do BTG Pactual”, disse Verri, lembrando que o mesmo banco, fundado pelo atual ministro da Economia, comprou recentemente uma carteira de créditos do Banco do Brasil, no valor contábil de R$ 2,9 bilhões, por um valor cerca de dez vezes menor. Esse caso está na Justiça.

PT na Câmara

 

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