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Lava Jato: Abuso de poder reforça suspeição de Sérgio Moro e nulidade do processo contra Lula

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O abuso da Operação Lava Jato comandado pelo ex-juiz Sérgio Moro e pelo procurador Deltan Dellagnol, contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, revelado pelo The Intecept Brasil, nesta segunda-feira (10), reafirma a necessidade de o Supremo Tribunal Federal (STF) julgar o processo sobre a suspeição de Sérgio Moro, que se encontra em poder da Corte. Esse é o entendimento de parlamentares da Bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados.

“Outro escândalo da República de Curitiba revelado pelo The Intercept Brasil sobre a ‘VazaJato’. Procuradores acessaram investigações sobre Lula sem autorização e vazaram para a imprensa. É cada vez mais urgente que o STF julgue a parcialidade da Lava Jato e suspeição de Moro”, recomendou a presidenta Nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), em sua conta no Twitter.

A reportagem que a presidenta do PT se refere, revela que a força-tarefa da Lava jato teve acesso a investigação sigilosa sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sem um pedido formal para que o inquérito fosse compartilhado. Segundo a matéria, o caso ocorreu durante os preparativos para a operação que obrigou o petista a prestar depoimento, em 2016.

“Semanas antes da condução coercitiva de Lula, os procuradores de Curitiba obtiveram a cópia de uma apuração que, oficialmente, só seria compartilhada um mês depois por colegas do Ministério Público Federal no Distrito Federal”, diz a reportagem.

Foto: Gustavo Bezerra

Ao comentar mais essa farsa montada pela Lava Jato e desmascarada na reportagem do The Intercept, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) afirmou que a matéria revela mais uma vez a utilização de práticas ilegais por parte da força-tarefa da Lava Jato. Para ele, o objetivo era atingir o presidente Lula e, para isso, “se utilizava de qualquer procedimento”.

De acordo com Pimenta, esse modus operandi revela também o real motivo de o comando da Lava Jato ter “receio” que o Conselho Nacional do Ministério Público e a Procuradoria-Geral da República possam ter acesso aos documentos que estão no poder da força-tarefa, coordenada por Deltan Dellagnol.

“O receio ocorre porque, provavelmente, muitos outros episódios ilegais acabariam sendo revelados, inclusive com as ligações que eles estabeleceram com os Estados Unidos. Então, eles temem muito que tudo isso venha à tona, porque isso demonstra um procedimento absolutamente ilegal, que reiterada vezes, está ficando óbvio”, alertou Paulo Pimenta.

Seletividade e politização

A deputada Natália Bonavides (PT-RN) lembrou-se da dualidade visível na atuação dos comandantes da Lava Jato. “A formalidade e legalidade nunca foram pontos fortes da operação Lava Jato. Já a seletividade e a politização sempre estiveram em alta. Hoje, mais um episódio desta farsa, reforça que a acusação e julgamento aos quais foram submetidos o presidente Lula devem ser anulados”, defendeu.

A deputada Professora Rosa Neide (PT-MT) também se manifestou, pelas redes sociais, sobre mais esse fato protagonizado pela “república de Curitiba”. “Essa reportagem é mais uma prova da perseguição política da operação lava jato contra Lula. O STF precisa julgar a suspeição de Moro e o ex-presidente precisa recuperar os seus direitos políticos urgentemente”, recomendou.

Apuração

O deputado Alencar Santana (PT-SP) criticou os métodos adotados pelos procuradores e pelo juiz Sérgio Moro para chegar ao objetivo previamente estabelecido. “Os procuradores de Curitiba, mais Sérgio Moro, que posam de bons moços, na verdade usaram métodos obscuros ilegais, tudo para prejudicar e perseguir o Lula, com a clara finalidade política de tirarem o ex-presidente da disputa eleitoral, o que acabou permitindo a vitória do Bolsonaro”, denunciou.

O parlamentar defende apuração rigorosa dessa denuncia que veio à tona nesta segunda-feira (10). “Apurar com todo vigor, é medida necessária para que tudo isso se passe a limpo, para que a verdade se revele e mais do que isso, para que o pacto democrático brasileiro se restabeleça com a justiça plena, feita da maneira correta, respeitando o seu devido processo legal e garantindo a liberdade plena ao nosso presidente Lula, que é inocente”, frisou Alencar Santana.

Na opinião do deputado Zeca Dirceu (PT-PR), o vazamento e a apropriação indevida de informações sigilosas caracterizam-se em “mais provas dos crimes da Farsa Jato, mais um abuso, mais uma prova de que vários setores da justiça se uniram nessa grande farsa para tentar acabar com Lula”.

Abuso judicial

O abuso judicial cometido contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na operação Lava Jato também foi comentada pelo deputado Paulo Teixeira (PT-SP). De acordo com o deputado, a força-tarefa da Lava Jato não fez investigação, mas estabeleceu uma guerra judicial contra o ex-presidente Lula.

“Eles pegaram todos os aparelhos que eles tinham: a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Justiça Federal. Eles não respeitaram o desenho constitucional, não respeitaram a legislação, fizeram tudo fora da lei. Isto tem que ser anulado, porque Lula é vítima de uma utilização criminosa do Estado brasileiro”, acusou Paulo Teixeira.

Pelo Twitter a deputada Luizianne Lins (PT-CE) reforçou o pensamento dominante na Bancada do PT. “Mais um abuso da Lava Jato contra Lula sendo desvelado. MPF de Brasília vaza para força tarefa em Curitiba documentos de investigações sigilosa contra ex-presidente. STF tem que anular condenação já”, escreveu.

Vale-tudo

Também pelas redes sociais a deputada Margarida Salomão (PT-MG) comentou: “A matéria é apenas mais uma prova de que diversas instâncias do Judiciário toparam participar de um vale-tudo para inviabilizar politicamente Lula, cometendo crimes, se necessário”, observou.

Já o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) disse que o que está sendo revelado na reportagem jornalística faz parte de um julgamento político por tudo que o presidente Lula sempre representou para o povo brasileiro.

“Saber que Lula era tratado com preconceito por integrantes da Lava-Jato não me surpreende, mas nem por isso deve ser aceito. Quando dizíamos que o ex-presidente estava sendo julgado pelo que representava não estávamos exagerando”, lembrou Reginaldo Lopes.

Benildes Rodrigues

 

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