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Conselho Nacional de Saúde denuncia tragédia humanitária no Brasil

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Em nota divulgada neste sábado (8), o Conselho Nacional de Saúde (CNS) externa pesar e indignação pelos 100 mil brasileiros mortos pela Covid-19. O documento mostra que os números representam uma enorme tragédia humanitária: 100 mil cidadãos mortos, entre essas pessoas que perderam a vida, cerca de 200 são mulheres grávidas e puérperas, constituindo um recorde mundial de mortes nessa faixa da população.

O texto cita também, que foram registrados cerca de três milhões de infectados pelo novo coronavírus, com um número significativo de pessoas com sequelas diversas decorrentes da covid-19. O documento aponta que a pasta da Saúde encontra-se há dois meses sem um ministro titular no comando do Ministério da Saúde, e o País desde o início da pandemia não apresentou um Plano de Emergência Nacional para o enfrentamento da pandemia.

A seguir, a nota do CNS:

#FrentePelaVida: Nota de pesar e de indignação pelos 100 mil brasileiros mortos por Covid-19

O Brasil exibe hoje, 8 de agosto de 2020, números de uma enorme tragédia humanitária: 100 mil brasileiros mortos; entre as pessoas que perderam a vida, cerca de 200 são mulheres grávidas e puérperas, constituindo um recorde mundial de mortes nessa faixa da população; cerca de 3 milhões de infectados pelo novo coronavírus registrados; um número muito grande de pessoas com sequelas diversas decorrentes da covid-19; dois meses sem responsável titular nomeado no Ministério da Saúde; cinco meses sem um Plano de Emergência Nacional para o enfrentamento da pandemia.

O quadro acima é estarrecedor e traduz o descaso e o desprezo pela vida dos brasileiros por parte das autoridades máximas do país, particularmente do governo federal, que não levam em conta as orientações científicas e das organizações de saúde. A grande maioria dos brasileiros infectados e mortos encontra-se entre os segmentos mais pobres, que sempre tiveram acesso muito precário à saúde, à educação, ao saneamento básico e à moradia digna. E o Brasil continua a repetir, no cenário da pandemia, as políticas públicas que cavam o fosso da desigualdade e da injustiça no país.

Nossas entidades manifestam o seu mais profundo pesar pelas vidas perdidas, muitas das quais evitáveis e que resultaram da inação e da irresponsabilidade para o enfrentamento da pandemia. Sentimo-nos entristecidos pelo sofrimento incalculável dos milhões de brasileiros infectados pela covid-19 e de seus familiares. Os números trágicos acima colocados não são fruto do acaso ou de um destino inexorável; ao contrário, são frutos das escolhas insensíveis e das decisões negligentes dos governantes.

Prestamos nossa solidariedade aos profissionais da saúde e aos trabalhadores de serviços essenciais que, frequentemente em condições precárias e de risco, estão na linha de frente do enfrentamento da pandemia.

Alertamos ao povo brasileiro que, tendo em vista a ausência de um plano nacional de enfrentamento desta pandemia, a sociedade brasileira sofrerá o agravamento da crise sanitária, social e econômica que hoje está posta, principalmente pelo fato de que a pandemia está se interiorizando e atingindo fortemente as populações vulnerabilizadas. É fundamental que a sociedade brasileira se una em defesa da vida, recusando-se a normalizar um flagelo que é evitável, buscando exercitar a solidariedade, sendo esta, um dos pilares da construção de uma nação.

 

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