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Política econômica adotada por Bolsonaro e Guedes é mais responsável pela crise do que a Covid-19, afirma Rubens Otoni

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Os números que apontam um descontrole total da economia do País ocorrem muito mais por conta da política equivocada adotada pela equipe econômica do que pelos efeitos da pandemia da Covid-19. Essa foi a avaliação do deputado Rubens Otoni (PT-GO), feita durante pronunciamento na sessão remota da Câmara nessa quarta-feira (29), diante dos números negativos em relação ao desemprego, a competitividade internacional do País e a debandada de técnicos da área econômica do ministro da Economia Paulo Guedes.

O parlamentar lembrou que informações do próprio ministério da Economia, que constam do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), apontam que no primeiro semestre o País fechou mais de um milhão de vagas de trabalho, fruto da quebradeira de empresas. Otoni observou que esse é o pior resultado nessa área desde 1992, quando começou a série histórica do CAGED.

“O Secretário do Trabalho diz que é natural, por conta da pandemia, mas esses números não são apenas por causa do coronavírus, mas pela política equivocada na área da economia, feita pelo governo Bolsonaro, através de Paulo Guedes”, acusou Rubens Otoni.

Para o parlamentar goiano, diferente do discurso otimista do ministro Paulo Guedes em relação à economia, outro dado divulgado recentemente pela imprensa destaca o atoleiro em que se encontra o País. Ele citou pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que aponta o Brasil no penúltimo lugar no ranking internacional de competitividade.

Descontrole

“Entre 18 países, o Brasil está atrás do Peru, da Colômbia, da Índia, da Indonésia, é o penúltimo em competitividade. Isso mostra o descontrole na área da economia”, afirmou. Segundo Otoni, além da grave crise econômica que assola o País, os pedidos de demissão de auxiliares próximos ao ministro da Economia também revelam que algo de grave ocorre dentro desta área do governo Bolsonaro.

Como exemplo, Rubens Otoni citou a saída do economista Mansueto Almeida do comando da Secretaria do Tesouro Nacional e o recente pedido de demissão do presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes. Ele lembrou ainda que o diretor de Programa do Ministério da Economia, Caio Megale, também anunciou que deixará o cargo. “É um descontrole total”, destacou.

Ao finalizar o pronunciamento, o petista disse que a população brasileira precisa pressionar o governo para a mudança da atual política econômica, com o objetivo de evitar ainda mais prejuízos ao País.

“É preciso que o Brasil esteja atento e que possamos fazer com que o governo Bolsonaro deixe de lado esse receituário de querer combater crise econômica com ajuste fiscal”, alertou.

Héber Carvalho

 

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