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Joseildo critica gestão do ministro do Meio Ambiente, que “envergonha o País”

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Em pronunciamento na sessão remota da Câmara dos Deputados dessa quarta-feira (15), o deputado Joseildo Ramos (PT-BA) disse que a notícia estampada nos principais órgãos de imprensa no último final de semana, sobre o afastamento de investidores internacionais, ocasionado pelo descaso do governo Bolsonaro com o meio ambiente, incomoda e envergonha o País.

“Investidores do mundo todo estão perplexos com a destruição de todo o aparato que permite a sustentabilidade ambiental do nosso País. Investimentos vultosos deixarão de vir para o País, no momento em que a destruição da nossa Amazônia está sendo noticiada todos os dias, em âmbito internacional”, lamentou o parlamentar.

Joseildo lembrou da fala do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, durante reunião ministerial do dia 22 de abril – também amplamente divulgada pelos meios de comunicação – que, segundo o parlamentar, comprova o descaso e a desestruturação da política ambiental no Brasil executada pelo governo federal.

Na ocasião, Salles disse que era para aproveitar a distração causada pela pandemia do coronavírus para “ir passando a boiada”, mudando todo o regramento, simplificando as normas infralegais que regem a proteção ambiental no Brasil.

“Ricardo Salles, aquele que de uma forma muito traquina revelou para o Brasil todo a sua forma de trabalhar, uma forma ladina de fazer passar a boiada para que os malfeitos dele não deixem rastro”, ironizou o deputado baiano.

As mazelas ambientais, segundo Joseildo Ramos, podem ter um fim, a partir da ação do Ministério Público Federal (MPF) que pede o afastamento de Ricardo Salles do cargo. Segundo o deputado, doze procuradores entenderam que o ministro está destruindo o aparato de proteção ambiental do País.

Ação do MPF

Joseildo Ramos acrescentou que, o que o fato que ajudou a sedimentar a ação do MPF contra o ministro foi a remoção de 21 superintendentes no momento em que ele assumiu o MMA. O deputado citou também a instrução normativa editada pelo ministério para reduzir o tempo dos fiscais no trabalho de campo.

Outro fato que depõe contra Salles, é a exoneração de três coordenadores, que segundo o parlamentar, “em várias ações, tiraram mineradoras de terras indígenas, na sua maioria, em 2020, destruindo cem máquinas utilizadas para o desmatamento massivo da nossa querida Floresta Amazônica”.

Joseildo observou ainda que no contexto global de meio ambiente, o Brasil detém 1/5 (um quinto) da biodiversidade do planeta, e 35% das florestas primárias de todo o mundo. “Isso dá uma vantagem comparativa muito grande para o nosso País”, finalizou.

Benildes Rodrigues

Foto: Gabriel Paiva/Arquivo

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