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Líder do PT denuncia política econômica genocida e defende impeachment de Bolsonaro

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O líder do PT na Câmara, Enio Verri (PR), qualificou hoje (9) como “genocida” a política econômica implementada no Brasil pelo presidente de extrema direita Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes. Segundo o parlamentar, o modelo, já fracassado desde a posse do atual governo, ficou pior com a pandemia de Covid-19, agravando a situação de micro e pequenas empresas, da agricultura familiar e de milhares de municípios.

“A política econômica e social do País está levando milhões à miséria e, infelizmente, à beira da morte”, denunciou Verri. Ele criticou meios de comunicação que pedem a cabeça de Bolsonaro mas apoiam a “política econômica genocida de Paulo Guedes”, responsável pela disseminação da miséria e da desesperança no Brasil.

O parlamentar frisou que ao incentivar mais a grande empresa do que a pequena, o governo Bolsonaro concentra a renda ainda mais e aumenta a miséria, “porque 72% do emprego estão nas micro e pequenas empresas”.

Impeachment

Para Enio Verri, a única saída para o Brasil é o impeachment de Bolsonaro com a aprovação da PEC 37, de autoria dos deputados Paulo Teixeira (PT-SP) e Henrique Fontana (PT-RS), a qual determina a realização de novas eleições em caso de morte ou afastamento do presidente da República.

Na opinião de Verri, a substituição de Bolsonaro pelo vice Hamilton Mourão não mudaria nada, pois entende que o general é também adepto da política neoliberal e antinacional do atual governo, que privilegia grandes grupos econômicos nacionais e estrangeiros às custas da maioria da população.

“O caminho que devemos seguir imediatamente é pedir o impeachment de Bolsonaro, aprovar a PEC 37 e chamar uma nova eleição para que o povo possa escolher o destino de seu País, fazendo com que nós possamos retomar o caminho da justiça social, do desenvolvimento, mas também do respeito no resto do mundo”.

Micro e pequenas empresas

Para o líder do PT, o momento é dramático. Ele lembrou que os micro e pequenos empresários passam por uma crise sem precedente, sendo deixados na rua da amargura pelo governo Bolsonaro, embora sejam responsáveis por mais de dois terços da geração de empregos no País. “Mesmo antes da pandemia, tinham uma dificuldade gigantesca de acesso ao crédito; quando obtinham algum acesso, as taxas de juros reais eram altíssimas”, recordou o petista.

O mesmo ocorre com a agricultura familiar, que produz 70% dos alimentos consumidos pela população brasileira e emprega mais de 5 milhões de famílias em todo o País. O setor, segundo Verri, é praticamente barrado a ter acesso a alguma política de crédito, a não ser os parcos recursos públicos a ele destinados. “Depois do golpe aplicado à presidenta Dilma, recursos são em quantidade cada vez menores e com taxas mais altas”, disse o líder.

Municípios

O terceiro problema é a situação dos municípios, que “estão desesperados com o número de pessoas infectadas (de Covid-19) precisando de atendimento”. De acordo com Enio Verri, as verbas que todo os dias o governo anuncia na televisão não têm chegado à ponta, prejudicando mais de 5 mil municípios brasileiros. Ele sublinhou que esses municípios dependem basicamente da agricultura familiar e das micro e pequenas empresas para fazer girar a economia.

Verri assinalou que um dos problemas estruturais do Brasil é o sistema financeiro, concentrado em cinco bancos que continuam privilegiados por Bolsonaro. “Qual é a margem de lucro desses bancos historicamente? É gigantesca!”, exclamou o deputado durante sessão remota da Câmara. Ele observou que levantamento de técnicos da Câmara mostram que, “em termos reais e absolutos, no frigir dos ovos, os bancos pagam em torno de 8% só de impostos”, enquanto o cidadão comum paga de 20% a 25% de impostos e as empresas de outros setores na faixa de 30%.

PT na Câmara

 

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