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PT mantém a pressão no Congresso por auxílio de R$ 600 até o final de 2020

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Governo confirma redução escalonada do benefício, que termina em setembro, se depender de Bolsonaro e Guedes. Oposição briga no Congresso para esticar ajuda aos brasileiros pelo menos até dezembro. Situação é preocupante porque a desigualdade está aumentando. Pesquisa indica que 71% dos brasileiros perderam renda durante a pandemia

Quem não luta, esmorece. Por isso, o Partido dos Trabalhadores tem mantido a pressão dentro do Congresso Nacional para manter o pagamento do benefício de R$ 600 aos trabalhadores informais e famílias inscritas no Cadastro Único do governo pelo menos até o final do ano. A presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), diz que é inadmissível que o governo de Jair Bolsonaro faça a opção pelos ricos, no momento de maior vulnerabilidade da população pobre brasileira, afetada diretamente pela pandemia do Covid-19.

“Bolsonaro anuncia auxílio emergencial por três meses com valor menor. Enquanto isso, temos 70,9 milhões de pessoas fora da força de trabalho, 34,6 milhões de brasileiros na informalidade e 28,7 milhões de trabalhadores no subemprego”, critica. “Definitivamente, esse governo não pensa no povo, mas nós vamos brigar para garantir o pagamento do auxílio emergencial pelo menos até o final de 2020”.

A bancada petista no Congresso Nacional está preocupada com o agravamento da crise social, diante da má condução da economia pelo ministro Paulo Guedes, que tem dado mostras de que não está preocupado com a situação da maioria da população. “O PL 2357, do PT, mantém o valor de R$ 600 até dezembro”, destacou o líder Enio Verri, deputado pelo PT do Paraná. “Desumana é um adjetivo ainda muito suave para qualificar a política de ódio de Bolsonaro e Guedes contra a classe trabalhadora”.

Foto: Gustavo Bezerra

O líder do PT no Senado, Rogério Carvalho (SE), avalia que o país precisa retomar a discussão de um programa de renda mínima, diante do quadro de agravamento social. Ele lembrou que o partido foi a primeira legenda a defender a renda mínima como direito dos brasileiros, ainda nos anos 80. “A fome e a miséria são decisões políticas”, adverte o parlamentar. “Foi por isso que, nos governos Lula e Dilma, milhões de brasileiros conquistaram o emprego e saíram da extrema miséria”.

Foto: Agência Senado

Perda de renda

Pesquisa veiculada nesta sexta-feira, 26 de junho, pelo jornal Valor Econômico, revela a pandemia de Covid-19 afetou negativamente a renda de 71% dos brasileiros. O dado foi levantado pelo Instituto Travessia. O levantamento constatou que, nos últimos quatro meses, os rendimentos “diminuíram pouco” para 35% da população. Um grupo formado por 25% dos entrevistados, contudo, disse que eles “diminuíram muito” nesse período. Por fim, outros 9% relataram ter ficado sem renda como resultado da crise sanitária, cujo marco, no Brasil, deu-se com a confirmação do primeiro caso, em 26 de fevereiro, em São Paulo.

É uma situação dramática e que tende a piorar no segundo semestre. O FMI projeta uma queda de 9,1% do PIB e há quem considera a estimativa ainda modesta. O fato é que a crise sanitária agravou os efeitos da crise econômica que vêm desde o impeachment de Dilma Rousseff. Nesta sexta, o IBHE divulgou que o número de desempregados no país subiu para 11,2 milhões na primeira semana de junho. O contingente de ocupados se manteve em 83,7 milhões, dos quais 13,5 milhões foram afastados do trabalho devido ao distanciamento social.

PT Nacioal, com Valor Econômico

 

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