Home Portal Notícias Coronavirus Enio Verri defende a cassação da chapa Bolsonaro-Mourão para País superar a crise

Enio Verri defende a cassação da chapa Bolsonaro-Mourão para País superar a crise

10 min read
0

O líder da Bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara, deputado Enio Verri (PR), em pronunciamento na sessão em modo remoto, desta terça-feira (23), declarou que discutir alterações no Código de Trânsito não pode ser a prioridade de um País que já contabiliza a triste marca de 1,1 milhão de infectados e mais de 51 mil mortes provocadas pela pandemia do coronavírus, fruto da falta de planejamento e descaso do governo federal. Para superar a crise no País, Enio Verri entende que é necessária a cassação imediata da chapa Bolsonaro-Mourão.

De acordo com o líder, diferente do resto do mundo, o Brasil tem uma crise política que irradia e interfere nas demais. Enio Verri afirmou que Bolsonaro não tem competência para dirigir o País, em tempos de normalidade, quanto mais sob uma grave pandemia. Para o parlamentar, o Brasil não suporta a família Bolsonaro, até 2022, ainda mais com o agravamento da sua crise pessoal, com a prisão do desaparecido Queiroz. “Está provado, agora, com a prisão. Em breve, ele vai delatar. Se ele não fizer, será a sua esposa. Não vai sobrar nada da família Bolsonaro e nem dos parlamentares que estão sendo investigados por pregarem a ruptura democrática e por não respeitarem a Constituição”, observou Enio Verri.

Diante da conjuntura, o líder aponta a única solução para todas as crises, que é o impedimento de Bolsonaro. Porém, não apenas o dele, mas Verri defende a cassação da chapa Bolsonaro-Mourão, com a realização de novas eleições. Ele pediu ao Plenário a apreciação da PEC 37, de autoria dos deputados Paulo Teixeira (PT-SP) e Henrique Fontana (PT-RS), que determina a realização de novas eleições em caso de morte ou afastamento do presidente da República. “Afinal de contas, essa crise só terá solução com o povo participando, mostrando o que quer e retomando a esperança da população. Só há uma maneira de olharmos o futuro com esperança. Fora, Bolsonaro”, cobrou Enio Verri.

Foto: Gustavo Bezerra
Foto: Gustavo Bezerra/PTnaCâmara

Crises

Segundo o parlamentar, o Brasil tem quatro graves crises a enfrentar, a começar pela sanitária, de proteção social, econômica e política. Enio Verri classifica a sanitária como a prioritária, diante do crescente número de vítimas de uma doença para a qual ainda não há cura. “A ciência indica que o caminho é o isolamento social. Ao mesmo tempo, é necessário que o governo brasileiro dê condições aos estados e municípios para fazerem o enfrentamento, com respiradores, UTIs, EPIs”, argumentou o deputado.

Enio Verri destacou o protagonismo do Congresso Nacional em destinar recursos para o combate à pandemia. Além dos bilhões já autorizados pelo orçamento de guerra, com o qual o governo está autorizado a envidar todos os esforços financeiros para proteger a sociedade, o Congresso Nacional destinou R$ 8,6 bilhões aos estados e municípios de um extinto fundo financeiro. Porém, apesar de a Câmara e o Senado cumprirem o seu papel institucional, não houve respaldo do Executivo. “Bolsonaro vetou a destinação dos recursos, mostrando sua irresponsabilidade com a vida do povo”, criticou Enio Verri.

Auxílio emergencial

O Fundo Monetário Internacional e a Fundação Getúlio Vargas ressaltam a contribuição do auxílio emergencial de renda básica para uma economia estagnada, como a brasileira. De acordo com o parlamentar, não é o momento de se preocupar com déficit fiscal, mas sim com as vidas dos brasileiros. Segundo o deputado, é mentira do governo que ele não tem condições mais de manter o auxílio. “Aliás, eu quero destacar o estudo do FMI e da FGV, que prova ser muito mais barato, no frigir dos ovos, pararmos, garantirmos isolamento social, superarmos a crise e recuperarmos a economia, depois. É melhor do que nesse processo de ida e volta, com as pessoas se contaminando e morrendo”, explicou o líder petista.

Segundo Enio Verri, o parlamento deve se debruçar em questões urgentes, como a manutenção do auxílio emergencial, até dezembro, com a possibilidade de se tornar permanente, e colocar em votação o Novo Fundeb, para garantir o financiamento da educação básica. “É fundamental garantirmos o pagamento até o final do ano, um respeito à vida do povo brasileiro, uma questão de responsabilidade de Bolsonaro com quem o elegeu. Nesse cenário de proteção social, é necessário que votemos também, o mais rápido possível, o Novo Fundeb para garantirmos a continuidade da educação básica e o futuro de nossas crianças”, disse o deputado.

Em relação à crise econômica, Enio Verri se mostrou muito preocupado com o desprezo de Bolsonaro e Paulo Guedes [ministro da Economia] com os trabalhadores e com as empresas. O deputado lembrou que o Congresso Nacional aprovou o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), com taxas de juros baixas e oito meses de carência para começar a pagar.

Porém, o prazo de carência foi vetado por Bolsonaro, revelando o que o governo pensa do setor produtivo que gera 72% dos empregos. “Aliás, o que Guedes e Bolsonaro pensam da microempresas, é só lembrar da frase do Guedes, na reunião horrorosa dos ministros, quando ele disse que “investir recursos na micro e pequenas empresa é perder dinheiro. Se você quiser ganhar dinheiro tem de investir nas grandes companhias”, criticou Enio Verri.

PT na Câmara

 

Carregar mais notícias
Comments are closed.

Vejam também

As eleições de 2020 e o PT

“É hora de unidade. É hora de posturas firmes e claras. Diante da gravidade da crise…