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Militarização do Ministério da Saúde não trouxe qualquer avanço no combate à Covid-19, afirmam petistas

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Perto de alcançar o impressionante número de um milhão de infectados pela Covid-19, a segunda colocação no ranking mundial – atrás apenas dos Estados Unidos -, e próximo da triste marca de 50 mil mortos pelo vírus, o Brasil continua sem qualquer estratégia nacional que evite uma tragédia humana e sanitária, apesar da militarização do Ministério da Saúde. Essa é a avaliação que fizeram nessa quinta-feira (18), os deputados petistas Alexandre Padilha (SP), Jorge Solla (BA) e Assis Carvalho (PI), todos ex-gestores do SUS em nível nacional ou em seus respectivos estados.

Foto Lula Marques
Foto: Gustavo Bezerra
Foto: Gustavo Bezerra

 

Levantamento do consórcio de veículos de imprensa aponta que o País tem 965.512 casos confirmados do novo coronavírus. Já o número de óbitos pela Covid-19 chega a 46.842 mortes, confirmadas até as 13h de quinta. Os dados foram obtidos junto às secretarias de Saúde dos 26 estados e do Distrito Federal, em uma parceria entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL.
Segundo o ex-ministro da Saúde e deputado Alexandre Padilha, o avanço da Covid-19 no Brasil demonstra que o modelo adotado pelo Ministério da Saúde de Bolsonaro no combate ao vírus está totalmente errado.

“O Brasil vive uma ocupação militar no Ministério da Saúde. A mando de Bolsonaro resolveram estabelecer regras de conduta, mudando a transparência de dados e não repassando dados à sociedade. O Brasil continua progredindo em relação aos casos e mortes, e recuando em relação à oferta de tratamento e testes, e oferta de mais médicos. Bolsonaro com sua ocupação militar paralisou o Ministério da Saúde, escondeu dados da Covid-19 e tentou calar técnicos e especialistas”, acusou Padilha.

O deputado Jorge Solla, ex-secretário da Saúde da Bahia, lembrou ainda que a incompetência verificada no Ministério da Saúde tem se refletido inclusive na falta de investimento no combate à Covid-19. Ele lembrou que o Ministério Público Federal inclusive abriu um inquérito para investigar a baixa execução de recursos.

“Esse é o maior termômetro de como esse governo optou, ao deixar um general no cargo de ministro, por congelar os já muito insuficientes investimentos feitos pelo governo federal na pandemia. No início, estabeleceram como meta 15 mil respiradores novos. Cancelaram a compra e não entregaram 20% disso. Com os testes, a mesma coisa. Falou-se em 40 milhões, caiu para 10 milhões e até agora, muito pouco foi entregue. Infelizmente, neste momento, a principal preocupação do general é emitir notas internas perseguindo, coagindo e censurando os servidores do ministério”, denunciou.

O parlamentar baiano alertou ainda que foi montado dentro do ministério um órgão de repressão para intimidar servidores que criticam as ações adotadas pela ala militar do órgão. “Montaram um ‘DOPS’ dentro da Saúde pra monitorar as redes sociais de cada um dos servidores, com ameaça de prisão para quem se posicionar contra o governo. No Ministério da Saúde, a ditadura militar já chegou”, revelou Solla.

Inércia

O deputado Assis Carvalho destacou ainda que a inércia do Ministério da Saúde no combate à pandemia é reflexo da falta de compaixão com o sofrimento das famílias que têm parentes infectados ou mortos pela Covid-19.

“Estamos chegando a um milhão de contaminados, e perto de 50 mil mortes, e o governo federal finge que não está vendo nada. Não tem sequer uma palavra que acolha essas famílias tão sofridas que todos os dias choram a partida de um membro de sua família. É muita dor, que termina sendo mais doída pela inércia do Ministério da Saúde e do governo que esse ministério representa”, lamentou.

Héber Carvalho

 

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