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Petistas cobram a saída imediata do ministro da Educação

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“Weintraub vai tarde!”. A afirmação é da deputada Margarida Salomão (PT-MG), ao comentar a notícia que o ministro da Educação está com a ‘corda no pescoço’. Trata-se do medíocre Abraham Weintraub, que pode deixar o governo a qualquer momento.

Foto: Lula Marques

Para Margarida Salomão, o atual ministro da Educação é “um desastre para a educação brasileira, inteiramente coerente com o desastre que é o governo Bolsonaro”. A parlamentar explica que Weintraub deixará rastros de atraso e de destruição na educação, no meio da crise agravada pela pandemia do novo coronavírus, mas acredita que a “educação brasileira tem força e competência suficiente para superá-la”.

O coordenador do Núcleo de Educação da Bancada do Partido dos Trabalhadores no Congresso Nacional, deputado Waldenor Pereira (BA), denunciou que Weintraub não é digno de ocupar uma pasta tão importante como é a da Educação. “O Weintraub não se comporta como um ministro da Educação, ele não é digno de ocupar esta pasta que já foi dirigida por educadores da grandeza de Darcy Ribeiro e Fernando Haddad. O seu propósito é desmontar a educação pública brasileira. É um agente do grande capital infiltrado no ministério”.

“Weintraub é o pior ministro da Educação que o Brasil já teve e também é o pior ministro do governo de Bolsonaro, que é repleto de gente incompetente e fascista. Não há saída honrosa para quem lidera o desmantelamento da educação pública de qualidade”, escreveu o deputado Odair Cunha (PT-MG) em suas redes sociais.

Foto: Gustavo Bezerra

Sem compromisso com a educação

A deputada Professora Rosa Neide (PT-MT) deixou claro que Weintraub não tem nenhum apoio do Parlamento brasileiro e nem das entidades ligadas à educação. “Ele não tem relacionamento com as instituições educacionais e não tem nenhum projeto. Ele cumpre um papel neste governo, um papel inicialmente folclórico para desviar atenção e fazer cortina de fumaça”.

Foto: Lula Marques

A professora explica que Weintraub ainda não saiu do MEC, porque Bolsonaro não tem nenhum compromisso com a educação. “Ele não saiu do MEC ainda, porque o governo central, o presidente, não tem compromisso com educação, porque se ele tivesse já teria afastado o ministro que ofende ao Supremo Tribunal Federal, ofende o Parlamento e não tem nenhum projeto de educação para o País, o que é pior”, critica a deputada do Mato Grosso.

“A troca tem que ser por alguém que tem compromisso com a educação. E neste governo isso é muito difícil, porque não aparece no plano de governo essa postura comprometida com a ciência, a tecnologia e com educação. Mas a saída dele, neste momento, pelo menos é uma resposta a essa tragédia que todos os dias ele faz diante da educação brasileira”, destaca Rosa Neide, sem expectativa positiva, já que o governo não tem comprometimento com a educação de qualidade no País.

Fora, Weintraub

Em editorial nesta terça-feira (16), o jornal Folha de São Paulo também cobrou a saída de Weintraub. O ministro de Bolsonaro precisa ser processado por crime de responsabilidade perante o Supremo Tribunal Federal (STF). E motivos têm de sobra. Na “reunião reservada” de 22 de abril, Weintraub ameaçou e insultou os juízes da corte; participou de manifestações golpistas e inconstitucionais contra as instituições brasileiras; recebeu até uma multa de R$ 2 mil por não usar a máscara, obrigatória no Distrito Federal.

Segundo a Folha de SP, a lei dos crimes de responsabilidade (1.079/1950) sujeita ministros de Estado à perda do cargo, com até cinco anos de inabilitação para exercerem função pública, por atentarem contra o livre exercício do Poder Judiciário, por se valerem de ameaça para constranger juízes e por comportarem-se de modo incompatível com a dignidade, a honra e decoro.

Em outro trecho, o editorial destaca que “sob o ângulo institucional, a manutenção de um auxiliar que professa a destruição de um dos pilares da democracia faz do presidente da República um cúmplice desses crimes de responsabilidade”.

Lorena Vale com agências

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