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Lula, Gleisi e ex-ministros, além da sociedade civil, cobram reação aos ‘esperneios autoritários’ de Bolsonaro

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Representantes de diferentes correntes políticas e de instituições da sociedade civil reagiram aos assanhamentos ditatoriais do presidente Jair Bolsonaro, membros de sua família e milicianos armados ou digitais. Ao vivo, no cercadinho do Palácio do Planalto, ele aumentou o tom de ameaça à sociedade brasileira com o fechamento do regime. Em “live”, o filho, deputado Eduardo Bolsonaro fez coro com o pai. Disse que a “ruptura não é uma questão de ‘se’, mas de ‘quando’. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva alerta as forças políticas nacionais. “Um aviso aos democratas do Brasil: os golpistas já colocaram o pé na nossa varanda. Se não houver reação, eles arrombarão a nossa porta”, disse.

Outros líderes políticos e representantes da sociedade civil advertiram para a necessidade das instituições, em especial o Congresso Nacional, adotar atitude firme diante do agravamento da conjuntura política. “O Brasil registra o maior número de mortes (1.086, ontem) por Covid no mundo e a família Bolsonaro com seus apoiadores anunciam ruptura institucional e fazem ameaças até de violência física. O Supremo e o Congresso ficarão olhando? Esperarão o jipe, o cabo e o soldado?!”, questionou a presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR).

Foto: Lula Marques

“Eduardo Bolsonaro confessa a existência de um movimento para promover a ruptura democrática. A índole ditatorial da família continuará sendo contida pelas instituições e eles provavelmente seguirão os ‘esperneios autoritários’, sem lastro, sem argumento e principalmente sem moral”, alertou o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, em seu perfil de Twitter.

O governador Flávio Dino (PCdoB) do Maranhão, adverte: “Não há dúvida de que a liberdade de expressão é assegurada. Porém, diz a Constituição que todos respondem pelos crimes e danos morais derivados dos seus atos. A não ser que os agressores sejam inimputáveis. Não creio que seja o caso”.

Ex-presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) destacou que a apuração do STF sobre fake news deve ser apoiada. “Pessoalmente, fui alvo dessa milícia. Localizei e denunciei quase 20 mil perfis falsos que me atacavam. Havia entre eles até contas ligadas ao procurador Deltan Dallagnol, que usou as redes para tentar interferir nas eleições”, lembrou.

Os ex-ministros da Justiça José Eduardo Cardozo (governo Dilma) e José Carlos Dias (FHC), questionaram a decisão de André Mendonça. “Nunca vi o ministro da Justiça impetrando um habeas corpus em favor do ministro da Educação, isso não tem cabimento, isso tem caráter político, o Ministério da Justiça está agindo em nome do presidente”, afirmou Dias. “Não me lembro de uma hipótese parecida. Estive seis anos no Ministério da Justiça e não me lembro de impetrar um habeas corpus em favor de outro ministro”, afirmou Cardozo.

“Precisa desenhar ou, de novo, os dois ameaçaram claramente dar um golpe de Estado? Essas afirmações contrariam a Constituição. Um presidente e um deputado federal cometem crime de responsabilidade com declarações desse tipo”, questionou o articulista Kennedy Alencar, em seu blog na internet. Para o jornalista, “Bolsonaro sobe o tom para tentar impedir que sejam investigados crimes cometidos por ele, filhos e aliados políticos. É disso que se trata, de fugir da Justiça sugerindo ter apoio das Forças Armadas para dar um golpe”.

“Ora, as instituições não avalizaram um impeachment sem prova?”, lembra Kennedy. “Como toleram tanto um presidente que comete crimes comuns e de responsabilidade em série?”, questiona. “As Forças Armadas vão bancar um governo que está derretendo porque não consegue dar uma resposta minimamente razoável à pandemia?”.

“Liberdade de opinião está garantida pela constituição, o que não está garantida é a mentira, a calúnia, a notícia falsa, que é o caminho que está sendo usado pelo gabinete do ódio para atacar aqueles que se opõem ao governo. As fake news têm que sofrer um repúdio porque a democracia está sendo ameaçada”, ressalta José Carlos Dias.

Por PT Nacional

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