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Guimarães defende retomada urgente da CPMI das Fake News e anulação das eleições de 2018

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O líder da Minoria, deputado José Guimarães (PT-CE), defendeu nesta quarta-feira (27) a retomada, urgente, dos trabalhos da CPMI das Fake News e que todas as informações e provas acolhidas pelo colegiado sejam encaminhadas para o Supremo Tribunal Federal, porque as ações que pedem a anulação da eleição de 2018, por fraude eleitoral tramitam lá. “Se há ilegalidade nessa rede de fake news que foi constituída, como aceitar as eleições de 2018, se elas foram realizadas e articuladas sob a égide de tudo isso que foi praticado, tirando, portanto, a soberania do voto popular?”, indagou.

Foto: Gustavo Bezerra/Arquivo

Guimarães destacou que o Brasil assiste hoje a possibilidade de desmonte da rede de ilegalidades que foi montada, organizada e constituída na época de eleição do atual presidente da República. Ele se refere à quebra do sigilo bancário e fiscal de empresários bolsonaristas, entre julho de 2018 e abril de 2020, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, no âmbito do inquérito que apura fake news e ofensas contra os ministros da Corte.

“Em tudo isso que nós estamos assistindo hoje, nas ações desenvolvidas pelo Supremo Tribunal Federal, o sentido é de proteção da democracia, dos direitos, da liberdade, sobretudo na direção de nós extirparmos o gabinete do ódio que continua fomentando, trabalhando e articulando ações que ameaçam a ordem democrática, a democracia, as liberdades e o respeito às pessoas”, afirmou Guimarães.

Na avaliação do líder da Minoria, as ações desenvolvidas hoje precisam ser defendidas porque elas, acima de tudo, estão conectadas com o processo democrático no Brasil. A democracia não pode aceitar que as pessoas que patrocinam, que organizam… Quem não lembra do vídeo que esse senhor da Havan fez contra mim, contra a minha reputação, e que hoje teve busca e apreensão na sua residência? Eles patrocinaram tudo isso e continuam impunes, sem nenhuma condenação”, desabafou.

O dono da Havan, Luciano Hang, está entre os empresários que teve o sigilo quebrado por suspeita de financiar de maneira criminosa o bolsonarismo, incluindo pagamento de disparos e a campanha de intimidação da cúpula do Congresso Nacional e do próprio STF.

Impeachment de Bolsonaro

José Guimarães argumentou ainda que, se, por um lado, a CPMI das Fake News tem de funcionar, por outro lado, é preciso agir noutra direção, defender o Supremo e ao mesmo tempo não permitir que o Congresso, especialmente a Câmara Federal, fique silente diante de tudo isso. “Não pode! Nós precisamos avançar, o Brasil vive uma crise sanitária que ameaça vidas, que está levando a muitos óbitos no Brasil, diante da qual continua o governo se silenciando”.

O líder acusou o governo de ser omisso diante da pandemia do coronavírus e de nem sequer implementar as medidas aprovadas pelo Congresso Nacional. “É preciso que a Câmara também reaja, que possa instalar a CPI para apurar tudo porque o Brasil não vai suportar silenciosamente mais 2 anos e meio ou 3 anos de Governo Bolsonaro. Um governo que, juntamente com os seus apoiadores, patrocinam e organizam as fake news, que ameaçam a ordem democrática. Isso não pode continuar. Nós temos de interditar”, defendeu.

Portanto, continuou o líder, “temos, sim, de começar a discutir na Câmara Federal a possibilidade do impeachment. É claro que nós não temos votos para aprovar o impeachment hoje. Mas a sociedade brasileira precisa se dar conta de que este governo é uma ameaça. Ele não pode continuar porque faz mal ao Brasil. A democracia é maior do que ele, por isso este governo não pode continuar”, reforçou.

Guimarães concluiu enfatizando que a democracia para funcionar precisa de um Parlamento forte e de um Supremo forte. “Ninguém está acima da lei. Quem rege as condutas, as posturas e quem determina a correção das ações de qualquer governo é a nossa Constituição, que este governo teima, constantemente, em desrespeitar. Por isso, o dia de hoje marca um novo período. Talvez seja o início da construção de um amplo movimento para pôr fim, para interditar esta brutal, violenta rede de ilegalidades que esta gente constituiu no Brasil”.

Vânia Rodrigues

 

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