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Rui Falcão cobra de ministros de Bolsonaro explicações em CPMI sobre publicidade em site de fake news

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O deputado Rui Falcão (PT-SP) apresentou nesta sexta-feira (22) vários requerimentos na CPMI das Fake News para esclarecer denúncias de utilização das verbas publicitárias do governo federal em sites que disseminam desinformação, boatos ou notícias falsas. O parlamentar pediu a convocação do ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, general Luiz Eduardo Ramos Baptista Pereira; do secretário especial de Comunicação Social da Presidência da República, Fabio Wajngarten; e do ministro da Controladoria-Geral da União, Wagner de Campos Rosário.

O parlamentar petista, que é membro titular da CPMI, solicitou também ao colegiado que – por meio de auditoria do Tribunal de Contas de União – fiscalize os contratos de publicidade realizados pela Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), em 2019. Rui Falcão pediu ainda que a CPMI solicite à Secom documentos e informações sobre todos os contratos e destinação de verbas de publicidade do governo federal em 2019 e 2020.

“É inadmissível que o governo Bolsonaro patrocine sites com verba pública para a divulgação de fake news”, comentou Falcão. Ele lembrou que o perfil Sleeping Giants BR divulgou que o Banco do Brasil, entre outras empresas, patrocina propagadores de fake news e mentiras. Dai a importância de seu pedido ao TCU para fiscalizar qual o valor das verbas publicitárias e quais os veículos que estão recebendo os anúncios. “Precisamos conter essa indústria de notícias falsas que tanto prejudica a democracia e ataca as instituições.”

Site bolsonarista com patrocínio do governo

Rui Falcão argumentou que as convocações de autoridades ligadas a área de publicidade do governo,  e o pedido de informações sobre contratos e gastos do setor, tem como objetivo elucidar denúncias de má utilização da verba publicitária do governo federal. Segundo denúncia do site UOL, do dia 21 de maio, o Jornal da Cidade Online – processado e condenado na justiça várias vezes por falsas acusações e disseminação de fake news – recebe publicidade paga do Banco do Brasil.

Outra acusação, do jornal Folha de S. Paulo, do dia 9 de maio, apontou que o governo federal veiculou no ano passado publicidade sobre a Reforma da Previdência em sites de fake news. Entre os agraciados com verbas de publicidade estavam sites de jogo do bicho, infantis e com conteúdo 100% em russo. Segundo ao jornal, até canais no YouTube que promovem o presidente recebiam publicidade paga, como o Terça Livre e Bolsonaro TV.

Héber Carvalho

 

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