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Petistas criticam boicote de Bolsonaro às medidas de combate ao coronavírus

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O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) criticou duramente “a irresponsabilidade do governo Bolsonaro no combate à pandemia do coronavírus” nessa quarta-feira (20), durante a sessão remota da Câmara. “O Brasil tem um presidente que boicota todas as medidas sanitárias que diminuem os efeitos do coronavírus, que previnem a Covid-19. É um governo que desestimula o isolamento, que não trabalhou a produção de equipamentos para as UTIs, nós não temos respiradores”, observou.

Na avaliação do deputado Paulo Teixeira, o governo Bolsonaro não conseguiu mobilizar o País para o combate ao Covid-19. “Hoje, nós temos no Brasil 17 mil mortos e ultrapassamos o número triste de mil mortes por dia”, lamentou.

O deputado acrescentou ainda que, além do boicote às diretrizes da Organização Mundial da Saúde e do próprio Ministério da Saúde, às diretrizes de prefeitos e de governadores para o povo ficar em casa, o presidente Bolsonaro não dá o apoio para a sobrevivência das empresas brasileiras. “Milhões de micro, de pequenas e de médias empresas correm o risco de fecharem as suas portas”, alertou.

Paulo Teixeira citou que o governo editou uma medida provisória para liberar crédito para esse setor, mas esse crédito não chegou a essas empresas. “O governo não verificou as razões de esse crédito não ter chegado a essas empresas? Há um desespero no empresariado, que resulta em duas situações dramáticas. A primeira delas é a demissão de trabalhadores. A segunda é o fechamento de empresas no Brasil”, enfatizou.

O deputado fez um apelo para que o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, coloque em votação as medidas provisórias MP 936 e MP 944 para proteger os empregos e as empresas formais no Brasil. “E o apelo que faço, que o Parlamento continue a substituir as lacunas do governo Bolsonaro, assim como fizemos em relação ao auxílio emergencial para os mais vulneráveis”, concluiu.

Governo não protege a vida

A deputada Maria do Rosário (PT-RS) também criticou a ausência de ações do governo Bolsonaro neste momento triste da história brasileira. “Me dirijo ao Brasil com solidariedade pelo período tão dramático da nossa história, e o que mais nos entristece é que não parte do poder central uma forma de ação que protegesse os brasileiros e brasileiras, protegesse, antes de tudo, a vida, garantindo o funcionamento adequado para o Sistema Único de Saúde (SUS), lamentou.

Foto: Gustavo Bezerra

A deputada destacou que os profissionais da saúde estão atuando sem nenhum apoio, sem as condições adequadas. “Os trabalhadores da área da saúde, enfermeiros, enfermeiras, agentes de limpeza, médicos e médicas estão doando suas vidas, profissionalmente atuando sem nenhum apoio”, protestou.

Ela citou também, a troca de cargos no Ministério da Saúde, especialmente do ministro da pasta. “Ontem, houve a nomeação de nove militares para o Ministério da Saúde, não por serem civis ou militares, mas é impressionante o absurdo de estarmos vivendo trocas de cargos e dança das cadeiras no momento em que as pessoas tenham as suas vidas sendo perdidas”, protestou.

Para a deputada é um absurdo o País estar sem comando para estruturar e garantir o funcionamento adequado do Sistema Único de Saúde.

Omissão do Estado

A deputada Maria do Rosário lamentou ainda a morte João Pedro Matos Pinto, um menino de 14 anos que foi baleado dentro de casa no Rio de Janeiro, nessa segunda-feira (18), durante uma operação da Polícia Federal com apoio das polícias Civil e Militar fluminenses.

“Nós que lutamos por leis que protejam a vida, nós que somos mães e pais não podemos aceitar tal absurdo, quando o Estado, ou por omissão — como quando acontece no caso do coronavírus, pela omissão federal —, ou pela ação indevida e criminosa de agentes que não estão preparados para estarem no atendimento à população levam à morte uma criança de 14 anos. Nós não podemos aceitar isso. Nós temos que pensar na vida e proteger a vida do Brasil. Esta é a obrigação maior de toda autoridade brasileira, que jurou uma Constituição, uma Constituição”, frisou.

Vânia Rodrigues

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