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Movimento #ADIAENEM mobiliza as redes sociais

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Nunca foi tão necessário lutar por uma educação mais justa, inclusiva, igualitária e por um Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para todos. Apesar da pandemia da Covid-19 que o mundo e o Brasil vêm enfrentando e com milhões de estudantes sem aula há mais de dois meses, Bolsonaro e seu ministro da Educação, Abraham Weintraub, mantém as datas da prova do Enem para novembro.

O movimento #ADIAENEM começou, nesta sexta-feira (15), com ato da juventude em frente ao Ministério da Educação, em Brasília. Os deputados da Bancada do PT na Câmara também chamam a todos para um ato virtual contra mais essa injustiça que atinge, principalmente, os mais pobres.

Para a deputada Luizianne Lins (PT-CE) manter o Enem 2020 é “injusto e irresponsável com milhões de estudantes prejudicados em seus estudos pela pandemia do coronavírus, em especial os de baixa renda”. Luizianne cobra e apoia o adiamento. “Apoiamos a reivindicação das entidades pelo adiamento das provas. Hoje é dia de nós mobilizarmos mais fortemente para pressionar desgoverno Bolsonaro a adiar o Enem devido à pandemia do coronavírus. Muitos estudantes, em especial os mais pobres, serão prejudicados”.

“Para que nenhum estudante tenha seu ingresso na universidade prejudicado pela crise do Covid-19 e pelo MEC #AdiaEnem”, escreveu, em seu Twitter, o líder da Bancada do PT na Câmara, deputado Enio Verri (PT-PR).

A deputada e professora Rosa Neide (PT-MT) afirmou, em suas redes sociais, que as datas precisam ser revistas. “O Enem precisa ser realizado em igualdade de condições. As provas merecem ter suas datas revistas. O que se impõe neste momento é a urgência de amplo debate sobre um novo calendário. Adia Enem 2020”.

“Em meio à pandemia do novo coronavírus, sem aulas presenciais e sem acesso à internet adequado para prosseguirem com os estudos, não há como esses alunos se prepararem para participar do Enem. Mas o Ministério da Educação insiste na manutenção da data nos dias 1 e 8 de novembro. Isso é inaceitável”, lamentou o deputado João Daniel (PT-SE).

O deputado Zeca Dirceu (PT-PR) destacou, em seu Twitter, que adiar o Enem não é capricho e muito menos ideologia, é urgente. “Adiamento do Enem é urgente. Não é capricho, não é ideologia, não é besteira. Isso é o futuro de milhões de jovens e adultos, e infelizmente muitos não podem e não conseguem estudar fora da sala de aula, não têm internet, computador. EAD é privilégio”.

“Não há condições de fazer o exame no meio de uma pandemia”, disse o deputado José Guimarães (PT-CE). Para o deputado Henrique Fontana (PT-RS) “adiar o Enem é uma medida fundamental para não agravar as desigualdades no acesso à educação”.

Já para o deputado Valmir Assunção (PT-BA) Enem não pode seguir com o mesmo calendário. “Há estudantes sem aulas devido à pandemia e as oportunidades tem que ser iguais para todos”, defendeu.

Para o deputado Padre João (PT-MG) adiar o Enem é diminuir as injustiças. “Em um País ‘onde o rico cada vez fica mais rico e o pobre cada vez fica mais pobre’, precisamos reparar as injustiças, as desigualdades. Não dá para continuar assim! Adiar o Enem é mitigar as injustiças”.

Projeto de Lei

Diversos parlamentares do PT apresentaram projetos de lei, na Câmara dos Deputados, que visam adiar o exame. De autoria da deputada Luizianne Lins, o PL 2596/2020 determina suspensão do Enem em contexto de calamidade pública, como é hoje a da pandemia do coronavírus.

O deputado Carlos Veras (PT-PE) apresentou o projeto de decreto legislativo (PDL 150/20), que busca adiar o exame até que o País supere essa crise. “O Enem surgiu para incluir e não para aumentar injustiças sociais. Não podemos permitir que os estudantes das periferias e comunidades rurais sejam prejudicados por esse governo insano. Adia Enem”.

Os deputados João Daniel e Valmir Assunção também apresentaram o PDL 221/20 para que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não seja realizado na data anteriormente definida.

“Não se constrói um país melhor com alicerces da desigualdade, ainda mais quando 80% dos alunos matriculados no ensino médio são de escolas públicas e que estão com suas aulas suspensas desde o começo de março. Hoje, 40% dos alunos não possuem espaço adequado para estudo domiciliar e 70% dos lares de classes D e E estão afastadas do mundo virtual. Realizar que esta prova, que define o futuro de tantos jovens, nesse contexto é reforçar a desigualdade do sistema de ensino brasileiro. Por isso é urgente esse movimento em torno do #AdiaEnem”, argumentou João Daniel.

 

Lorena Vale

 

 

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