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Covid-19: Bancada do PT repudia descaso e deboche de Bolsonaro com as milhares de mortes no País

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Parlamentares da Bancada do PT reagiram com indignação ao deboche e à falta de sensibilidade do presidente Bolsonaro com a tragédia que se abate sobre milhares de famílias brasileiras por causa da disparada do número de mortes no Brasil pelo Covid-19. Ao ser confrontado pela imprensa sobre o registro de mais 5 mil brasileiros mortos, número superior ao da China onde a pandemia começou, Bolsonaro respondeu com ironia: “E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Sou Messias, mas não faço milagre”, desdenhou.

A atitude do presidente, na avaliação do líder da Bancada do PT na Câmara, deputado Enio Verri (PR), só confirma que o presidente nunca fez nada para combater a crise sanitária, social e econômica do Brasil. “A solidariedade de Bolsonaro com as mais de 5 mil famílias vitimadas pelo coronavírus, é mentira. Antes de declarar solidariedade, ele perguntou o que poderia fazer, provando que nunca fez nada para combater a pandemia”, lamentou o líder em sua rede social.

E o deputado José Guimarães (PT-CE), líder da Minoria na Câmara, enfatizou que são 5.017 brasileiros mortos pela “inoperância” de um governo que faz pouco da crise e não move uma palha para assegurar a manutenção da vida em nosso País. “Bolsonaro tem sangue nas mãos”, acusou.

Para o deputado Frei Anastácio (PT-PB), a declaração de Bolsonaro sobre aumento de mortes é um atentado contra a dignidade humana. “Total desprezo pela nação, falta de respeito para com os mortos e nenhuma solidariedade com as famílias que perderam seus entes queridos. Um atentado contra a dignidade humana”, criticou.

Frei Anastácio disse ainda que além de mostrar o total despreparo como presidente, Bolsonaro demonstrou os seus mais sinceros sentimentos para com a nação, ao dizer que não está nem aí para a situação. “Ele falou o que realmente sente na condição de presidente e como gente. Ele é um ser desprezível. Nem diante de uma situação alarmante como a que vivemos, com mais de cinco mil mortes, até ontem (28), mostra qualquer sinal de humanidade, ou de civismo com a nação”, lamentou.

O deputado Odair Cunha (PT-MG) lembrou ao presidente que pergunta “E daí?”, que ele é chefe da nação. “E daí, que o senhor deveria cuidar do povo brasileiro e não o faz. E daí, que o senhor é desumano, despreparado e um patife. E daí, que as mortes por Covid-19 estão nas suas costas!”, desabafou.

“E daí?”

O deputado Alexandre Padilha (PT-SP), que foi ministro da Saúde do governo Dilma, explicou que a expressão “E daí?” escolhida por Bolsonaro é um jeito popular de mostrar indiferença, coisa que não tem importância. “É usada como resposta grosseira para determinados comentários. E daí? significa que Bolsonaro não se importa, não se interessa”, completou.

Para o deputado Carlos Veras (PT-PE) com essa resposta “E daí?” tira qualquer dúvida em relação ao caráter de Jair Messias Bolsonaro. “A resposta à pergunta sobre as mais de 5 mil mortes de Covid-19 no Brasil prova que Bolsonaro não é apenas um presidente ruim, é desumano, cruel, desprezível!”, lamentou.

“Que faça o quê?”, ironizou Patrus Ananias (PT-MG). “Que entenda o que é ser presidente de um País. E se comporte com responsabilidade e à altura do cargo que ocupa durante essa pandemia, que já tem mais mortes no Brasil do que na China”, completou.

E a deputada Maria do Rosário (PT-RS) disse que o presidente não faz milagre, mas deveria fazer o seu trabalho. “No cargo mais importante do País, suas mãos estão ficando sujas do sangue do povo brasileiro, que você deveria proteger”.

Não precisa de milagre, precisa de ação

O deputado Padre João (PT-MG) ensinou que para salvar vidas do Covid-19, não precisa fazer milagres. “É só cumprir as responsabilidades, investir em saúde, valorizar os profissionais de saúde, criar mais vagas, hospitais e leitos de UTIs”, e pediu: “Faz isto, Bolsonaro!”.

E o deputado Carlos Zarattini (PT-SP) completou: “Não precisa fazer milagre Bolsonaro, basta ter amor ao Brasil, ao povo e querer trabalhar!”.

A deputada* Erika Kokay (PT-DF)* listou várias atividades que o presidente deveria estar fazendo. “O que você pode fazer? Pode mobilizar o governo contra o vírus; construir hospitais, leitos de UTI; produzir testes e EPIs; pagar o auxílio de R$ 600; preservar empregos; socorrer estados e municípios; e parar de gerar crises. Mas, infelizmente é incompetente não sabe governar!”, criticou.

Na avaliação deputado Joseildo Ramos (PT-BA) o milagre seria o governo Bolsonaro ser responsável, seria o ministro da Saúde não ser exonerado em plena pandemia. “Seria o senhor Bolsonaro não tratar o coronavírus como uma gripezinha, seria não debochar da morte e da dor do nosso povo e, seria deixar de ser tosco e simplista diante de uma tragédia humana”, ensinou.

A deputada Natália Bonavides (PT-RN) também destacou o que Bolsonaro poderia fazer. “Queremos que você faça o quê? Queremos que você saia. Se mande. Se pique. Pegue o beco. Se saia e leve todo esse governo desastroso junto. Projeto de morte!”, afirmou.

Na avaliação do deputado Nilto Tatto (PT-SP), mais uma vez “desdenha do luto de milhares de famílias”. Para o deputado, além de desumano, Bolsonaro, como sempre, atua para agravar a crise. “Isso é inaceitável. Nojo é o que sinto por Jair Bolsonaro”, protestou e pediu a saída do presidente.

Compaixão e solidariedade

Para o deputado Zé Carlos (PT-MA), o mínimo que Bolsonaro poderia fazer nesse momento – mesmo ele tendo responsabilidade por ter incentivado as pessoas a não se isolaram – seria ele como presidente, “se solidarizar com o sofrimento de todas as famílias que neste momento perderam e estão perdendo seus entes queridos”.

A deputada Luizianne Lins (PT-CE) destacou que os brasileiros sofrem com a falta de compaixão e respeito “do sujeito” que hoje ocupa a presidência do País. “Imaginem vocês os familiares das vítimas da Covid-19 ouvindo de alguém que deveria proteger seu povo sobre as mortes: E daí? Isso é revoltante!”, protestou.

E o deputado Afonso Florence (PT-BA) lamentou: “Mais de 5 mil mortos e Bolsonaro faz chacota com o sofrimento das pessoas. É um criminoso!”, acusou.

Na avaliação do deputado Vander Loubet (PT-MS) essa fala do Bolsonaro apenas confirma tudo aquilo que se tem dito sobre ele desde as eleições: “é um sujeito despreparado para ocupar a Presidência da República; é um sujeito relapso, que trata a vida humana com descaso”.

Tiro ao alvo

O deputado Zé Neto (PT-BA) lembrou que no meio dessa pandemia e dessa tragédia, o presidente vai treinar tiro ao alvo. “O presidente vai treinar tiro ao alvo na tarde de terça (28) e à noite, com sua pistola cheia de dentes, ao lado de seus seguranças, atira sem dó no esquecido, desarmado, generoso e fragilizado povo brasileiro. O Brasil não esperava um Messias, mas precisa minimamente de um presidente”, lamentou.

O deputado Henrique Fontana (PT-RS) também criticou o presidente que no dia que o Brasil ultrapassou a triste marca de 5 mil mortos pela Covid-19 escolheu ir treinar tiro. “Jair Bolsonaro não tem a mínima empatia, cuidado e prioridade com o povo! É apenas o líder de uma milícia que chegou ao poder por meios obscuros. O Brasil não merece Bolsonaro!”, indignou-se.

E o deputado Bohn Gass (PT-RS) disse que o País está de pernas para o ar. “Tem gente morrendo aos montes!!! A economia é sem povo, a educação é piada, a saúde é um caos e o presidente não sabe o que fazer. O Brasil precisa, urgentemente, de um governo!”, pediu.

O deputado Marcon (PT-RS) enfatiza que Bolsonaro não chega nem perto de estar à altura do cargo que ocupa. “Brasil passa o número de óbitos da China por coronavírus e qual é a declaração daquele que deveria ser o líder da nação, estando na linha de frente no combate à pandemia no País? É essa! Lamentável, Bolsonaro não está à altura do cargo que ocupa!”, protestou.

Os deputados Alencar Santana Braga (PT-SP), Professora Rosa Neide (PT-MT), Pedro Uczai (PT-SC), Beto Faro (PT-PA), Helder Salomão (PT-ES), Paulão (PT-AL), Paulo Guedes (PT-MG), Paulo Pimenta (PT-RS) e Paulo Teixeira (PT-SP) também utilizaram suas redes sociais para criticar a falta de sensibilidade do presidente com o povo brasileiro. Eles consideraram vergonhosa a atitude de Bolsonaro e propõem: “Que tal renunciar?”.

Vânia Rodrigues

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