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Líder do PT defende apoio do Parlamento à CPI para investigar Moro e Bolsonaro

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O líder da Bancada do PT, deputado Enio Verri (PR), fez um apelo nesta segunda-feira (27) a todos os parlamentares da Câmara para que apoiem os pedidos de CPI para investigar as acusações mútuas entre o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro e o presidente da República, Jair Bolsonaro. Ele defende ainda que se construa as condições para tirar Bolsonaro do poder. Durante pronunciamento na sessão remota da Câmara, o líder disse que o atual governo já demonstrou não ter capacidade para gerir o País e nem tem preocupação com o bem estar do povo brasileiro.

“Faço um apelo a todos aqueles que têm compromisso com o Brasil, com nosso futuro, para somamos esforços e construirmos uma alternativa para que Bolsonaro possa ser tirado da Presidência da República, para que o Brasil possa escolher um representante digno, que de fato reflita a cara da maioria do povo brasileiro. Precisamos de um presidente que nos ajude a construir um País justo, solidário, fraterno e igualitário. É esse no nosso papel, por isso temos que gritar que o que nos une é o fora Bolsonaro”, defendeu o petista. 

CPI

Enio Verri destacou que existem “cinco ou seis pedidos de CPI” para investigar as acusações trocadas entre Moro e Bolsonaro. “Precisamos conseguir assinaturas para estas CPI´s, e conseguindo, que possamos fazer esse trabalho”, frisou.

O líder do PT explicou que é preciso investigar a acusação de tentativa de uso político da Polícia Federal pelo presidente da República, e a história contada por Moro sobre a exigência do pagamento de uma pensão a sua família.

“O presidente da República quer ter uma Polícia Federal só pra ele? Afinal ele quer uma Polícia Federal política para atender a ele e os interesses da sua família? O ministro da Justiça faz um acordo com o presidente que quando sair do ministério terá garantia de sobrevivência, eu nunca vi isso na minha vida! Como é que funciona isso? De onde sairia esse dinheiro, qual é a legalidade desse pagamento? Quem é o mocinho, é quem é o bandido? Eu particularmente não vejo mocinho nessa história”, comentou.

Pandemia

O parlamentar lamentou que enquanto o presidente e seu ex-ministro da Justiça trocam acusações, a população sofre com os efeitos da pandemia.  “O povo está com medo de morrer com essa doença, sem ter o que comer, as covas estão sendo cavadas aos montes, estão preocupados com dinheiro da Caixa Econômica que não sai, com o governo que anuncia que vai pagar a segunda parcela e depois retira o anúncio, com milhões de pessoas desesperadas para receber R$ 600 e não conseguem, querem receber para minimamente comprar alimento para elas e seus filhos. Vivemos em um País com futuro incerto e uma crise gigantesca, e aí tem uma briga entre o presidente e seu ministro”, destacou.

O líder petista também criticou o ministro da Economia, Paulo Guedes. Segundo ele, o ministro está mais preocupado com o “equilíbrio das contas e não com respiradores e como as pessoas vão comer”.

 

Héber Carvalho

 

 

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