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Coronavírus: A falta de planejamento e omissão de Bolsonaro levam o Brasil ao caos

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A falta de planejamento e de ações do governo Bolsonaro e do Ministério da Saúde no combate à pandemia da Covid-19 têm resultado no aumento de casos e mortes em todo o País, além de estar levando o sistema de saúde ao colapso. Segundo o levantamento feito, em tempo real, pelo site Woldometer, o Brasil já soma 4.298 mortes pelo vírus e 63.328 mil casos confirmados da doença. O vírus já infectou mais de 3 milhões de pessoas e matou 207.968 mil pessoas no mundo todo.

De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde neste domingo (26), São Paulo concentra a maior parte das notificações, com 20.715 casos e 1.700 mortes. Rio de Janeiro aparece em segundo lugar, com 7.111 casos e 645 óbitos. No entanto, com a falta de testagem em massa em todo o País, a contagem oficial é defasada e subestimada, estimasse que os números reais são maiores.

O deputado Jorge Solla (PT-BA), que também é médico, denunciou a falta de compromisso de Bolsonaro e seu ministro da saúde, Nelson Teich, com a vida do povo brasileiro. “O atual ministro da Saúde é um insano, que vê corpos se acumularem nos corredores de hospitais, mas só tem compromisso com a pauta hoje genocida de Bolsonaro, de implodir o distanciamento social no momento em que a curva de mortes começa a ganhar ares de tragédia em todo o País”. criticou.

Jorge Solla recordou que no dia 12 de fevereiro, ainda antes do carnaval, ele e outros deputados integrantes da Comissão Externa do Coronavírus estiveram no Ministério da Saúde para cobrar um planejamento de emergência para ampliar a capacidade de diagnóstico do novo coronavírus e número de leitos de UTI. “Se as medidas corretas tivessem sido tomadas lá atrás, não viveríamos esse triste caos, vidas teriam sido salvas e teríamos condições de salvar muitas outras. A omissão foi uma escolha, uma escolha que custa milhares de vidas”, lamentou o parlamentar.

Promessas ilusórias

O ministro Nelson Teich prometeu 14.100 mil respiradores, mas anunciou a entrega de apenas 272 até o fim do mês de abril. Para o deputado Alexandre Padilha (PT-SP) as entrevistas e promessas feitas pelo governo federal e o novo ministro não passam de promessas ilusórias. “Chegou a hora onde fica mais claro que as entrevistas e promessas ilusórias de testes, respiradores e equipamentos do Ministério da Saúde e de Bolsonaro não salvam a vida de ninguém. Não levar ar a quem estar precisando de ar nas UTIs e não protege os trabalhadores da saúde que estão expondo a sua vida”.

Padilha que também é médico e ex-ministro da saúde do governo Dilma, explicou que historicamente, desde a pandemia do H1N1de 2009, a última semana de abril e as duas primeiras semanas de maio sempre foram as três semanas de pico, de aumento do número de casos das doenças gripais no Brasil. Ele citou ainda que o coronavírus multiplicou os casos de pessoas internadas 9 vezes mais do que tínhamos historicamente por H1N1 no País nesse momento.

Foto: Lula Marques

Descaso com os estados e municípios

A saúde está prestes a entrar em colapso em todo o País. O Ceará já atingiu a taxa de 100% de ocupação de leitos de UTI; Pernambuco está com 98% dos leitos tomados em todo o estado, sendo que os da rede pública, dedicados aos pacientes infectados pelo novo coronavírus, estão 99% cheios; o Amazonas chegou a 96% dos leitos ocupados em todo o estado. O Rio de Janeiro, segundo estado com maior número de casos confirmados e de mortes causadas pelo vírus, está com a taxa de ocupação de 94% dos leitos de UTI do Sistema Único de Saúde (SUS).

Para Jorge Solla os prefeitos e governadores “agem só” e quando conseguem comprar os respiradores, por exemplo, “sofrem ameaças do governo federal”.

Outros sistemas prestes a entrar em colapso no Brasil são os necrotérios e cemitérios. Segundo reportagem do site UOL, publicada neste domingo (26), os necrotérios do Rio de Janeiro, por exemplo, estão lotados e corpos se acumulam em corredores do hospital de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Conforme dados divulgados pela prefeitura de Manaus, o número de sepultamentos dos cemitérios triplicou na capital Amazonense. Manaus precisou, inclusive, abrir valas comuns para enterrar um número cada vez maior de mortos.

O deputado Alexandre Padilha afirmou que os próximos dias irão mostrar a incompetência e a omissão do governo no enfrentamento da pandemia de escala global. “Os próximos dias vão explicitar o quanto o Ministério da Saúde e Bolsonaro não prepararam o Brasil e não ajudaram os governadores e prefeitos. O quanto o Ministério da Saúde e Bolsonaro deixaram os estados, os municípios e os trabalhadores da saúde sem proteção e sem ar para enfrentar o coronavírus”, lamentou.

 

Lorena Vale, com agências

 

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