Home Portal Notícias Coronavirus “Reduzir pagamentos de juros e reservas internacionais disponibilizam R$ 457 bi para saúde e economia”, diz José Ricardo

“Reduzir pagamentos de juros e reservas internacionais disponibilizam R$ 457 bi para saúde e economia”, diz José Ricardo

6 min read
0

Um levantamento recente feito pelo deputado federal José Ricardo (PT-AM) e sua assessoria apontam que, ao contrário do que vem sendo propagado pelo governo federal, o Brasil teria hoje R$ 457 bilhões para o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus SARS-CoV-2 (vírus que causa a doença) e os impactos econômicos que o País enfrenta, em decorrência da Covid–19. De acordo com o parlamentar, que desde o início da crise sanitária vem apresentando propostas e sugestões à Presidência da República para o combate à pandemia, esse recurso seria oriundo de emendas parlamentares, taxação de grandes fortunas e reservas internacionais que, totalizados, ultrapassam o valor estimado para enfrentar o SARS-CoV-2, que é na ordem de R$ 400 bilhões.

Dentre as propostas, José Ricardo defende a utilização dos recursos destinados para o refinanciamento da dívida externa e interna, que hoje chegam a R$ R$ 917 bilhões por ano. “Se pegarmos somente 20% desse valor, seriam R$ 183,4 bilhões que podem ser investidos para garantir os salários dos desempregados e dos que vivem na informalidade, para que continuem em casa nesse período crítico da pandemia. Ou para complementação salarial e manutenção de emprego e renda daqueles trabalhadores que, em função da Covid-19, estão em isolamento social ou de quarentena. Só esse recurso já seria a metade do que o País precisa para combater os impactos econômicos da doença e a pandemia”, destacou.

A taxação sobre as grandes fortunas é outra fonte de recursos que o parlamentar e o PT já defendem há muito tempo, mas que agora é mais do que necessária para conter a pandemia de Coronavírus e seus impactos sobre a economia. Segundo o presidente da Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco), Charles Alcântara, no Brasil existem 206 bilionários que acumulam uma fortuna de aproximadamente R$ 1,2 trilhão. Se o País criasse um imposto de apenas 3% por ano sobre a renda desses bilionários, seria possível arrecadar R$ 36 bilhões anuais, valor superior ao orçamento de um ano de todo o programa Bolsa Família. Se o País taxasse o patrimônio bilionários das famílias em apenas 1%, a arrecadação seria de R$ 80 bilhões. Sendo assim, seriam R$ 36 bilhões cobrados sobre a renda dos 206 bilionários, somados aos R$ 80 bilhões cobrados sobre o patrimônio, teríamos um total de R$ 116 bilhões. Quase a metade do que se precisa para combater a crise e investir na área da saúde. “Esse valor não iria impactar na vida desses bilionários e ajudaria o País”, frisou José Ricardo.

Reservas

O País também pode direcionar, conforme José Ricardo, R$ 150 bilhões das reservas internacionais, cujo montante hoje está em US$ 367 bilhões de dólares, equivalente a mais de R$ 1,7 trilhão. E ainda tem mais de R$ 8 bilhões em emendas parlamentares para a saúde que ajudariam na regularidade sanitária e econômica do País. “Então, como vemos, os recursos disponíveis somam mais de R$ 450 bilhões, maior até do que o estimado. Portanto, se o governo Bolsonaro tiver vontade política e sabedoria poderá enfrentar essa crise sanitária e econômica muito bem, diminuindo os impactos e prejuízos para a população. Basta pensar um pouco mais nos mais pobres, que são os que mais sofrem em momentos de crises. E fortalecer a saúde pública com equipamentos, mais estruturas, valorização e segurança para os profissionais da área”, recomendou.

Assessoria de Comunicação

Carregar mais notícias
Comments are closed.

Vejam também

Bohn Gass cobra do Ministério da Economia estudos técnicos que justifiquem privatizar os Correios

O líder da Bancada do PT, deputado Elvino Bohn Gass (RS), cobrou do ministro da Economia, …