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Petistas acionam justiça para barrar campanha criminosa de Bolsonaro

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Parlamentares da Bancada do Partido dos Trabalhadores peticionaram ações, nesta sexta-feira (27), para impedir a veiculação da campanha publicitária de Bolsonaro “O Brasil Não Pode Parar”. A peça idealizada pelo presidente da República convoca, de forma irresponsável, a população brasileira a deixar o isolamento recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como forma de evitar a proliferação do Covid-19.

A peça publicitaria vai custar R$ 4,8 milhões e a contratação da empresa responsável foi feita sem licitação. Prática ilegal no serviço público.
“O vídeo institucional da Presidência da República, no qual 40 milhões de trabalhadores pobres são convocados ao trabalho, é uma peça macabra e doentia de uma mente subserviente ao deus mercado. A pandemia explodiu nos EUA e, a Itália assumiu o erro de não ter combatido a tempo”, escreveu o líder da Bancada do PT na Câmara, deputado Enio Verri (PR).

Autora da Petição que será protocola ainda hoje na Justiça Federal do Rio Grande do Norte, a deputada Natália Bonavides (PT-RN) anunciou: “Entraremos (hoje) com uma ação popular para barrar a campanha publicitária criminosa de Bolsonaro. Essa campanha vai contra todas as recomendações das entidades de saúde, inclusive a OMS. Não vamos admitir usar dinheiro público para atentar contra a vida e a saúde da população”, escreveu também no Twitter.

O deputado Alexandre Padilha (PT-SP) também acionou o Tribunal de Contas da União para a suspensão imediata do vídeo que circula nas redes sociais do governo federal. “Entro com ação para que seja suspensa imediatamente a postagem veiculada pela rede social – Instagram aqui referida, bem como quaisquer peças publicitárias com a hashtag “obrasilnaopodeparar” em qualquer meio de comunicação da Secom e outros órgãos do Executivo Federal”, escreveu Padilha em sua conta do Twitter.

Nas redes sociais

Também pelas redes sociais vários parlamentares da Bancada do PT na Câmara repudiaram a postura de Jair Bolsonaro que, segundo eles, segue os passos do prefeito de Milão, quando em fevereiro lançou mão de peças publicitárias para tirar o povo do isolamento. O resultado da ação desastrosa foi o aumento considerável no número de óbitos naquela cidade.

“Bolsonaro lançou campanha “O Brasil não pode parar”. Milão fez algo assim em fevereiro. Deu no que deu! Brasil não pode parar e nem morrer. Por isso, o Estado tem de atuar. Governo sabia do coronavírus desde dezembro, e não fez nada para enfrentar. E continua perdido em medidas de pouca eficácia”, criticou a deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR) nas redes sociais.

O prefeito de Milão se arrependeu da campanha “Milão Não Para”. “A cidade se tornou a 3ª mais atingida pelo coronavírus. Deveríamos aprender com os erros dos outros! No entanto, o governo brasileiro irá gastar R$ 4,8 milhões na campanha O Brasil Não Pode Parar”, criticou o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).

O deputado Waldenor Pereira (PT-BA) escreveu: “Erramos”, diz prefeito de Milão, após contabilizar 4,4 mil mortos. A cidade italiana seguiu a mesma política que Bolsonaro propaga para o Brasil inteiro. Quantos deverão morrer aqui para o presidente irresponsável entender os riscos da pandemia?”, questionou.

Para o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minoria da Câmara, deputado Helder Salomão (PT-ES), o Brasil caminha na contramão do mundo. “O governo brasileiro ignora as recomendações da OMS e veicula campanha criminosa dizendo que o Brasil não pode parar, sugerindo que as pessoas deixem o isolamento. É preciso dar um basta nas irresponsabilidades de Bolsonaro!”, recomenda.

Também escreveram em suas redes sociais sobre o assuntos os parlamentares petistas: Luizianne Lins (CE), Henrique Fontana (RS), José Guimarães (CE), Pedro Uczai (SC), Maria do Rosário (RS), Paulo Guedes (MG), Margarida Salomão (MG), Jorge Solla (BA), Assis Carvalho (PI), Valmir Assunção (BA) e Rosa Neide (MT).

Benildes Rodrigues

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