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Governadores do PT afirmam que a prioridade é cuidar das pessoas e cobram liberação de recursos federais

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Os governadores de dois estados comandados pelo Partido dos Trabalhadores – Fátima Bezerra, Rio Grande do Norte, e Rui Costa, Bahia – afirmaram nesta quinta-feira (26), em entrevista exclusiva ao site PT na Câmara, que o momento pelo qual o País passa requer de seus governantes bom senso, responsabilidade e união na condução e resolução dos problemas. O País enfrenta uma de suas maiores crises econômicas e sanitárias da história.

“Esse coronavírus é um adversário a ser vencido, a ser enfrentado por todos nós, com muito equilíbrio, bom senso, responsabilidade e união. A prioridade nossa é, em primeiro lugar, proteger a vida das pessoas, claro, sem esquecer a economia, até porque uma coisa não exclui a outra”, argumentou a governadora Fátima Bezerra.

A governante nordestina contou que tem chamado a atenção de todos para que o foco seja o cuidado da população. “Não se pode, de maneira nenhuma, deixar que qualquer divergência, de natureza política, ideológica ou eleitoral, tire o nosso foco que é cuidar da saúde da população”.

Fátima Bezerra explica que os governadores não agem em confronto ao presidente da República, Jair Bolsonaro, que em rede nacional defendeu o fim das medidas de combate ao coronavírus, como por exemplo, ao chamar para o retorno às aulas nas escolas. Os governadores, segundo Fátima, reafirmam o compromisso de proteger sua população.

“É dessa forma que os governadores do Nordeste têm agido, assim como o conjunto dos governadores do Brasil. Nós queremos deixar muito claro que não vamos arredar o pé, nós continuaremos adotando todas as medidas de caráter preventivo, necessárias para conter a expansão da pandemia, seguindo a orientação da ciência, porque é a ciência que deve nos dar o respaldo do ponto de vista técnico-científico”, afirmou a governadora se referindo às orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Bahia

O governador da Bahia Rui Costa também acredita que o momento é grave e que o País está travando uma guerra contra uma doença altamente contagiosa que já ceifou milhares de vida pelo mundo. Para ele ou se adota medidas urgentes e necessárias ou a proliferação da doença pode causar caos na rede pública de saúde do País.

“Adotei medidas firmes, serenas e gradativas, de acordo com a realidade de cada região da Bahia. Ficar em casa reduz o contato entre as pessoas, diminui a propagação do vírus. Se os casos acontecerem de forma acelerada, a nossa rede hospitalar não terá condições de atender a todos”, alertou Rui Costa.

O governador destacou ainda que “a decisão prioritária é a de cuidar da vida das pessoas, não esquecendo a responsabilidade de administrar a economia dos estados”.

Recurso

A governadora do Rio Grande do Norte também cobrou agilidade do governo federal na liberação de recursos para o enfrentamento do Covid-19. “Esses recursos precisam chegar o mais rápido possível e em quantidade suficiente para que os estados e municípios possam cumprir seu papel de fortalecimento no custeio na área da saúde”, ponderou.

Economia

De acordo com Fátima Bezerra, no campo da economia, o governo federal precisa agilizar as medidas de proteção social. “Precisamos atender, acudir, principalmente o povo mais vulnerável, que vive na informalidade, os de maior vulnerabilidade social no País”.

“Esse é o foco que nós, os governadores do Nordeste, temos dado o tempo inteiro. Olhar principalmente para o mais pobres. Temos que garantir que essas pessoas façam o isolamento social, mas que tenham a remuneração delas asseguradas para a sua própria sobrevivência”.

Congresso Nacional

Fátima Bezerra destacou o papel do Congresso Nacional, em especial da Bancada do PT na Câmara, no combate ao Covid-19. “Importantíssima a atuação que as bancadas do Partido dos Trabalhadores na Câmara e no Senado estão desempenhando, conectados com o drama que vive a sociedade hoje. As bancadas apresentam propostas viáveis e cobram do governo federal esse papel de coordenação nacional para que juntos, o governo federal e demais entes federados e a sociedade possam superar esses tempos difíceis que estamos vivendo”.

Benildes Rodrigues

 

 

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