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Petistas tacham Bolsonaro de ‘irresponsável’ por participar de manifestações e ampliar risco de coronavírus no País

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Parlamentares da Bancada do PT usaram suas redes sociais neste domingo (15) para repudiar a atitude “irresponsável” do presidente Jair Bolsonaro que, depois de ter recuado publicamente da convocação de atos públicos contra o Congresso Nacional e o Superior Tribunal Federal (STF), contrariou recomendação das autoridades sanitárias sobre a pandemia de coronavírus e participou pessoalmente das manifestações em Brasília. “Para espalhar o vírus do fascismo, Bolsonaro não se importa em espalhar o coronavírus. É irresponsável!”, criticou a presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), em sua conta no Twitter.

Na avaliação da deputada Gleisi, na hora da crise e da pandemia, o País precisa de um governo responsável, sério e que pense primeiro na população. “Mas o que temos no Planalto é um covarde fanfarrão, que se comporta como cafajeste”, enfatizou. Ela ainda pediu: “Vamos escutar e apoiar os médicos, nossos cientistas, enfermeiros e enfermeiras e profissionais da saúde. Serão eles que estarão conosco na guerra contra o coronavírus”, reforçou.

Para o líder do PT na Câmara, deputado Enio Verri (PR), o único compromisso de Bolsonaro é com ele mesmo. “A população e a democracia foram, mais uma vez, agredidas pelo presidente. Bolsonaro descumpriu quarentena para participar de manifestação contra a democracia. Atentou contra a saúde pública e as instituições da República”, acusou.

E o deputado Carlos Zarattini (PT-SP) também enfatizou que Bolsonaro espalha a cada dia o “vírus do fascismo e da ignorância”. Para o deputado, Bolsonaro é um irresponsável. “O Brasil em plena crise econômica e de saúde pública  e ele comemorando manifestações antidemocráticas”, criticou.

Recomendação médica

Bolsonaro deixou o isolamento recomendado por sua equipe médica – ele vai ser submetido a um novo teste de detecção do coronavírus, após o resultado polêmico dos primeiros exames –, e foi ao encontro de seus apoiadores, em frente ao Museu Nacional, na Esplanada dos Ministérios. Sem máscara e com os olhos aparentemente irritados, o presidente apertou a mão de simpatizantes, além de pegar vários celulares para fazer selfies. O Palácio do Planalto disse apenas que Bolsonaro estava cumprindo “agenda pessoal”, conforme noticiou a Rede Brasil Atual.

O deputado Bohn Gass (PT-RS) enfatizou que Bolsonaro deveria aguardar mais uma contraprova diante da possibilidade de ter coronavírus. “Mas o irresponsável saiu à rua e, pasmem, deu a mão para vários dementes que pediam fechamento do STF e Congresso. O sujeito passou de todos os limites e deve ser parado”, defendeu. Bohn Gass disse ainda que espera que espera dos presidentes da Câmara, do Senado e os ministros do Supremo “não se apequenem e respondam com altivez à atitude afrontosa de Bolsonaro que estimulou e participou dos atos golpistas, ditatorial, ilegais e repugnantes desse 15 de março”.

Ao se manifestar contra a atitude de Bolsonaro, o deputado Alexandre Padilha (PT-SP) destacou que no mesmo dia (hoje) ocorreu ataque grave à democracia e à saúde de milhões. “Bolsonaro demonstrando sua irresponsabilidade com as vidas de brasileiros e brasileiras”, completou.

E o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) lamentou: “Bolsonaro já era um perigo para a democracia, agora também é para a saúde do povo. Em vez de anunciar mais recursos para a saúde combater o coronavírus, expõe seus apoiadores. É um irresponsável”, reforçou.

Na contramão do mundo

Na avaliação da deputada Erika Kokay (PT-DF), a participação de Bolsonaro nas manifestações é a maior prova de que ele e seus seguidores não se importam com nada nem com ninguém. “Eles saíram hoje às ruas apesar do mundo todo recomendar o contrário. O presidente saiu do isolamento do coronavírus e foi cumprimentar apoiadores. Um escárnio!”, criticou

E para a deputada Margarida Salomão (PT-MG), nesse exato momento o problema-Bolsonaro é exatamente igual ao problema-coronavírus. “Ou lidamos de uma vez com ele, ou as consequências no futuro serão muito piores. Talvez incontornáveis”, alertou.

Ao também comentar a “irresponsabilidade” de Bolsonaro, o deputado Alencar Santana (PT-SP) denunciou: “Luz giratória de carros de polícia irresponsável e criminoso! Bolsonaro ignora quarenta e expõe os manifestantes”.

E a deputada Professora Rosa Neide (PT-MT) lembrou que o País está à deriva “e o presidente não está nem aí para a crise econômica, social e viral. Vai para rua comemorar a tragédia”, criticou. Ela enfatizou ainda que é preciso dar uma resposta à altura. “O Congresso e as demais instituições precisam gritar e agir em favor da vida!”, defendeu.

Recursos públicos

O deputado Afonso Florence (PT-BA) acusou Bolsonaro de utilizar recursos públicos para “convocar, desconvocar, reconvocar e participar de manifestações fascistas”. E acrescentou: “Enquanto isso segue a inoperância para proteger a população, principalmente mais pobre, vulnerável ao coronavírus. Temos que impedir esse pulha”, pediu.

E o deputado Henrique Fontana (PT-RS) protestou: “Enquanto o mundo se mobiliza para diminuir a proliferação do coronavírus, Bolsonaro descumpre orientações da OMS e do seu próprio ministro da Saúde e vai para ato que pede o fechamento do STF e a volta da ditadura! Mais um golpe na democracia”.  E completou afirmando que a  irresponsabilidade do presidente não tem limites.

Para deputado Rogério Correia (PT-MG) é triste ver o País mergulhado em crise econômica, política e social e ter um presidente incentivando o fechamento da democracia e desafiando o Congresso e o STF. “Até quando Bolsonaro irá debochar do povo que sofre com a miséria e com o desemprego. Até quando irá provocar o povo com suas minorias ricas e ampliando a desigualdade social?”, indagou.

Os deputados petistas Airton Faleiro (PA), Assis Carvalho (PI), Benedita da Silva (RJ), Helder Salomão (ES), José Guimarães (CE), Maria do Rosário (RS), Natália Boanavides (RN), Paulo Teixeira (SP) e Reginaldo Lopes (MG), também criticaram a atitude “irresponsável” de Bolsonaro contra a democracia e contra a população brasileira e defenderam mais recursos para ajudar a conter a pandemia do coronavírus.

 

Vânia Rodrigues

 

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