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Petistas rechaçam comportamento golpista e antidemocrático de Bolsonaro contra Congresso e STF

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Parlamentares da Bancada do PT na Câmara se revezaram na tribuna nesta terça-feira (10) para desmascarar o “golpe” que o governo Bolsonaro tenta desfechar contra o Congresso e a democracia. “Jair Bolsonaro disse ontem e repetiu hoje que, se o Congresso Nacional abrir mão de R$15 bilhões do orçamento, ele desconvoca os atos que convocou para dar um golpe no Brasil. Eu digo ‘dar um golpe’ porque são atos que ele convocou para o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, e ele replicou vídeos exatamente nesse sentido”, denunciou o deputado Rogério Correia (PT-MG).

Posteriormente a isso, uma entidade de militares da reserva do Exército, da Marinha e da Aeronáutica também passou a convocar o ato golpista, que eles chamam de “ato cívico, mas, na verdade, é ato contra a democracia”, enfatizou Correia. Para o deputado mineiro, é “chantagem” contra o Congresso Bolsonaro agora propor que os parlamentares abram mão de R$15 bilhões em troca de ele não estimular os atos golpistas. “Sinceramente, há coisas que extrapolam o bom senso. E eu acho que até um bolsonarista consegue compreender”, ironizou.

Golpista

Rogério Correia enfatizou que os R$ 15 bilhões que agora Bolsonaro “exige” para evitar as manifestações são frutos de um acordo feito por ele (Bolsonaro) com parcela do Congresso Nacional, particularmente com o chamado Centrão. “Digo isso porque a Oposição não participou disso. No dia 3 de março, ele próprio enviou para o Congresso um projeto (PLN 4, que abre mão de R$15 bilhões e permite ao Congresso mais R$15 bilhões do Orçamento). Foi o próprio presidente quem mandou o projeto de lei e agora ele quer que o Congresso derrote o seu projeto”, frisou.

Na avaliação do deputado do PT de Minas, isso não é posição de um presidente da República. “Se V. Exa. é contra o acordo que  fez, pegue o seu líder de plantão e mande retirar esse PLN. Mas por que ele não faz isso? Porque ele faz joguinho para bolsonarista acreditar, ele faz jogo para gado acreditar. Mas o projeto é dele. Eu repito, ele não faz porque ele quer chantagear o Congresso Nacional.

Mentira do presidente

O deputado Alencar Santana Braga (PT-SP) também destacou o que ele chamou de “mentira” do presidente. “Bolsonaro mandou para esta Casa o PLN 4 e agora ameaça o Parlamento e ainda mente – e mente na cara dura – dizendo que, se o Congresso quiser, e ele espera, que o Congresso não aprove a lei proposta por ele. Pode ter certeza, presidente, que, da mesma maneira como nós votamos contra a Reforma da Previdência, assim como votamos contra outros projetos absurdos que Vossa Excelência, infelizmente, mandou para esta Casa, nós não daremos o nosso voto ao PLN 4”, afirmou.

Para Alencar Santana a solução é simples, se ele (Bolsonaro) não quer que seja aprovado, que retire o projeto. “É simples, presidente Bolsonaro! Ou não tem coragem de retirar? E, se não tem coragem, é porque é um presidente que foge dos seus problemas, que usa de subterfúgios, de falsidades, de mentiras, tentando enganar parte da população que ainda acredita nele”, enfatizou.

O deputado rechaçou a atitude de Bolsonaro de estimular atos contra o Congresso e o STF. “Se esta Casa tiver o mínimo de dignidade, de respeito ao voto popular, ao poder que exerce, não vai aceitar tal ameaça”, desafiou.

O deputado Pedro Uczai (PT-SC) indagou o motivo de Bolsonaro movimentar a sociedade brasileira contra o Congresso Nacional. “Mas quem propôs o PLN 4 foi o governo Bolsonaro. Então, ou é mal caratismo ou é o governo de um presidente mentiroso, um presidente chantagista, porque, na semana passada, foi mantido o veto em relação à questão orçamentária dos R$30 bilhões. Ele encaminhou para o Congresso três projetos de lei, sendo um deles a divisão – entre Legislativo e Executivo – da competência de indicação de uso desses recursos. E agora, Bolsonaro vem com essa chantagem. A Bancada do PT não vai participar dessas negociatas do presidente Bolsonaro”, afirmou.

Economia

Outros parlamentares do PT, como os deputados Bohn Gass (RS), Erika Kokay (DF), João Daniel (SE), Marcon (RS), Padre João (MG), Paulão (AL), Reginaldo Lopes (MG) e Valmir Assunção (BA), também se manifestaram sobre a questão e aproveitaram para criticar o caos econômico que o País vive. “A economia precisa de um projeto de desenvolvimento. Em momentos de crise, precisamos usar parte das reservas cambiais construídas pelo governo Lula, por meu partido, de mais de R$1,5 trilhão, para fazer obras, para induzir crescimento, para gerar novas riquezas e novas arrecadações”, defendeu Reginaldo Lopes.

“O Congresso Nacional precisa ter a altura para debater os problemas reais que o Brasil enfrenta, que é o problema de destruição da nossa economia nacional, da entrega e venda das nossas empresas nacionais e empresas estatais, do desmonte dos serviços públicos e das políticas públicas”, reforçou João Daniel.

Vânia Rodrigues

 

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