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Caos e tragédia em São Paulo têm responsáveis: Bruno Covas e Doria, afirmam petistas

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Deputados do PT de São Paulo usaram a tribuna da Câmara nesta terça-feira (11) para se solidarizarem com a população de São Paulo, que foi duramente atingida por um temporal ontem. “A minha cidade de São Paulo viveu um dia de caos e tragédia ontem (10). Vítimas fatais, bens perdidos, empresas fechadas. Não dá para culpar a chuva. A culpa é do prefeito Bruno Covas e do governador João Doria que não protegem São Paulo da chuva”, acusou o deputado Alexandre Padilha (PT-SP).

De acordo com Padilha, tanto o prefeito como o governador só investiram cerca de um terço dos recursos disponíveis da cidade para o enfrentamento das enchentes. “Agem como aquele cidadão que ao sair de casa vê aquela nuvem, vê a chuva, tem guarda-chuva, tem capa de chuva, mas sai sem nada disso e depois culpa a chuva porque está molhado. A culpa é de Bruno e Doria, de uma gestão perversa, perdida e paradona no sentido de enfrentar os grandes problemas da cidade de São Paulo” criticou.

O deputado Vicentinho (PT-SP), ao manifestar solidariedade aos paulistanos e lamentar os estragos provocados pelo temporal, se diz entristecido, especialmente, pela morte de um amigo. “Vi a quantidade de água que se abateu sobre a cidade de São Paulo, a grande São Paulo e também sobre a cidade que habito, que é São Bernardo do Campo. Inclusive, em São Bernardo do Campo, faleceu um companheiro. Havia três, que foram salvos, mas um chegou a falecer, um pai de família morador do Jardim Farina. O nosso amigo Gugu – Gilvan Pereira – perdeu a vida. O Gugu foi vitimado pela violência das águas”.

Na avaliação do deputado Vicentinho, não basta mais falar da violência das águas. Ele explicou que no meio da cidade de São Bernardo do Campo passa um rio que foi coberto e passou a se chamar Avenida. Assim como em São Paulo, o Anhangabaú, é um grande rio.

“A empresa em que trabalhei por 25 anos, a Mercedes Benz, foi instalada numa lagoa. Ora, e mais ainda, os gestores, numa cidade como a que eu moro, que é uma cidade acidentada, com morros, todos aqueles bairros eram cobertos por calçamentos; a água vinha, caía e o chão absorvia aquela água. Aí resolveram colocar asfalto e o resultado é o que nós estamos vendo, o povo pobre pagando por essa circunstância tão negativa”, explicou. Ele ainda acrescentou que é o povo pobre, que mora em morros e encostas que é mais afetado com as fortes chuvas.

Chuvas em Minas Gerais

O deputado Padre João (PT-MG) se solidarizou com os atingidos pelas chuvas em Minas Gerais, no Espírito Santo e também do Rio de Janeiro. “Visitei vários municípios neste final de semana, dialogando com as famílias atingidas, com os prefeitos e prefeitas. É uma situação muito triste. Nós tivemos em Minas Gerais 59 óbitos, 26.299 pessoas desalojadas, 7.581 desabrigadas, 68 pessoas feridas. São mais de 34 mil pessoas afetadas, desde pessoas que perderam a vida, familiares que perderam um ente querido, a pessoas que tiveram prejuízos de mais de R$ 30 milhões – uma só pessoa -, outro perdeu a casa, ou saiu com a roupa do corpo, outros que perderam a lavoura de café. São grandes prejuízos”, enumerou.

Padre João informou que a bancada parlamentar de Minas está dialogando, em busca de solução, inclusive para a renegociação de dívida em relação ao Pronaf. “Faço um apelo também à bancada capixaba e carioca —, precisamos ter uma ação conjunta porque está claro que vamos ter mais trabalho a médio prazo”.

Vânia Rodrigues

 

 

 

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