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Jorge Solla: Governo Bolsonaro completa um ano sem cumprir suas principais promessas de campanha

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O deputado Jorge Solla (PT-BA) descreveu, no plenário da Câmara dos Deputados, nesta quinta-feira (12) o que foi o primeiro ano de desgoverno do presidente Jair Bolsonaro. Um governo que retirou direitos e não conseguiu cumprir suas principais promessas de campanha.

Solla destacou quatro promessas feitas por Bolsonaro. O atual presidente prometeu que ao colocar Paulo Guedes para cuidar da economia, o Brasil iria sair da crise ainda no primeiro semestre; a segunda promessa seria a de acabar com a corrupção e a “mamata”; prometeu defender a família com pauta de valores e por último disse que iria acabar com o Partido dos Trabalhadores, ao final de 2019 nenhuma das principais promessas foram cumpridas.

O País acumula dívidas. O desemprego está cada dia mais em alta. Trabalhadores sem seus direitos assegurados. Economicamente, o PIB cresceu apenas 1%. A família Bolsonaro coleciona escândalos como o caso Queiroz, o laranjal e processos que envolvem seus filhos, sendo arquivados e impedidos de serem investigados. “O PT está mais vivo do que nunca, Lula está livre e rodando o País”, completou Jorge Solla.

“Mentiram para o povo brasileiro, dizendo que era só aprovar o teto dos gastos que tudo ia melhorar. O governo precisava gastar menos, essa era a solução. Repetiram a dose com Temer, aprovando a Reforma Trabalhista. Veio para o discurso ‘Menos direitos, mais empregos’, lembram? Mesmo discurso mentiroso, igualzinho. Que isso ia salvar o País, tirá-lo da crise e gerar emprego. Empurraram todo tipo de maldade para o povo trabalhador brasileiro e nada. É chicote no lombo do trabalhador! Sem férias, sem 13º, sem licença-maternidade, sem auxílio-doença, sem reajuste do salário mínimo”, protestou o deputado.

Para Solla o projeto de país que Bolsonaro está construindo não produz tecnologia, não cabe uma Petrobras forte, a energia elétrica e a água são privatizadas. “O que importa não é garantir acesso a serviços essenciais à vida humana. O que interessa é garantir o lucro. Para eles, o Brasil é aquele que mata a natureza, acaba com os rios, com as florestas. Acabam com as florestas para plantar soja e criar gado para vender para o exterior”, lamentou.

 Corrupção

Jorge Solla destacou todos os escândalos que a família Bolsonaro se envolveu. Denunciou que a justiça brasileira está parada e a corrupção sendo jogada para baixo do tapete. “Nunca as nossas instituições de controle e de polícia da justiça foram tão aviltadas. O tesoureiro da família presidencial durante muitos anos continua aí, muito bem financiado, diga-se de passagem. A investigação do esquema do laranjal dos gabinetes da família ‘Bozo’ está parada, engavetada, blindada. Por anos ficaram com salário de assessores em Brasília, no Rio de Janeiro. Desenvolveu uma metodologia que passou para os filhos, do Congresso Nacional, aqui na Câmara dos Deputados, e na Alerj, no Rio de Janeiro. Até hoje não se sabe quem mandou matar Marielle”, denunciou o deputado.

Solla destacou ainda que Queiroz não foi preso e que ele (Queiroz) faz “chacota da Polícia Federal, do Ministério Público e do Judiciário”; que o ex-juiz Sérgio Moro virou um “capanga” da família Bolsonaro e que sua missão é blindar os malfeitos, a corrupção, os desvios, e perdoar, como fez com o ministro Onyx Lorenzoni, que confessou caixa 2 de campanha. “O amigo confessa, ele perdoa. Os adversários ele prende, inventa e mente”. O deputado lembrou ainda que todos os delegados que investigavam a família presidencial foram punidos, afastados ou transferidos.

Mamata

Só o cartão corporativo pessoal do presidente Bolsonaro já chegou aos R$ 15 milhões, mais de R$ 1 milhão por mês. O STF ordenou que fosse divulgado com o que foi gasto tanto dinheiro, porém até agora nada foi divulgado.

“Chegamos ao fim de 2019, nunca houve tanta mamata. A mamata é tanta que até mulher de secretário neste governo leva dinheiro. Projetos de R$ 3,5 milhões, licitação fraudada de R$ 3 bilhões. Pasmem, 116 laptops que iriam comprar para cada aluno. Tem amigo de “Bozo” que, mesmo sendo reprovado na prova técnica, foi nomeado na Petrobras com salário de R$ 55 mil por mês”, afirmou Solla.

 Falta de Investimento

Para o parlamentar, os brasileiros estão assistindo à maior fuga de capitais que o Brasil já teve em sua história. “O déficit nas transações, entre o dinheiro que entrou e o dinheiro que saiu do País, nos últimos 12 meses, está negativo em US$ 55 bilhões. Duzentos e trinta bilhões de reais saíram do País. Em vez de vir investimento externo, está indo embora o capital externo que estava aqui. Os investidores estão se retirando do País, e eles continuam mentindo dizendo que vai haver investimento privado do exterior para o Brasil”.

Desafio para 2020

Solla também falou dos desafios que o PT e a esquerda vão enfrentar nas eleições municipais de 2020, mas tem esperanças que será o ano da virada. “A eleição de 2020 será um ponto de virada para desenvolvermos o Brasil e o seu povo. Sob a liderança de Lula, seguiremos ao lado do povo, construindo a resistência popular aos projetos deste Governo. É possível inovar, modernizar a gestão, priorizar o povo mais pobre”.

 

Veja o discurso completo:

APÓS UM ANO, PARA ALGUÉM AQUI A VIDA MELHOROU?

Posted by Jorge Solla on Thursday, 12 December 2019

Lorena Vale

Foto: Gabriel Paiva

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