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O novo partido de Bolsonaro é fascista e incita a violência, denunciam petistas

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“O Brasil tem agora oficialmente um partido de orientação explicitamente fascista. O número de urna remete à arma de fogo. O símbolo foi feito com balas. E o nome foi inspirado na Arena, o partido da ditadura. Só não conseguem esconder que são o partido das milícias também”, denunciou o líder da Bancada do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS), em seu Twitter.

Os deputados da Bancada do PT na Câmara usaram suas redes sociais para criticar a nova legenda de Bolsonaro. Para eles a sigla é fascista e incita a violência.

“A placa do novo partido de Bolsonaro é feita de balas de revólver. A mensagem é de morte. É o que oferecem ao povo brasileiro. Quem não morrer de fome, pelo desemprego e baixa renda, nos postos de saúde por falta de médicos, morrerá a tiros. Essa é a política deles para os pobres”, lamentou a presidenta Nacional do PT, Gleisi Hoffmann (PR).

Para Enio Verri (PR) o novo partido deveria se chamar “Aliança pela Milícia”. “A cúpula do Aliança pelo Brasil, partido que Bolsonaro pretende criar, tem pessoas investigadas por organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e agressão. Deveria se chamar Aliança pela Milícia”. Enio ainda comentou a contradição da sigla em ter como princípio o respeito a Deus. “O autoritarismo e o totalitarismo caminham de mãos dadas, no Brasil. Bolsonaro criou um partido que ele seus filhos são os donos, cujo número é 38, em alusão ao calibre de um revólver. Porém, contraditoriamente, um dos princípios do seu partido é o respeito a Deus e à religião”.

Usando o número 38 como sigla, o presidente Jair Bolsonaro lançou, na quinta-feira (21), o Partido Aliança pelo Brasil. Além do número, um quadro com cartuchos de munição com o nome do futuro partido tem gerado uma grande repercussão negativa por conta da explícita apologia à violência.

Fascista

Para a deputada Margarida Salomão (PT-MG), Bolsonaro está criando um partido fascista. “Todo mundo já sabia que o novo partido de Bolsonaro é um partido nitidamente fascista. Adotar o número 38 é apenas admitir que, do nosso lado estão os valores humanos e, do lado de lá, a barbárie”.

Já para o deputado Paulo Guedes (PT-MG), além de fascista o partido é das milícias. “É o partido das milícias! O número remete a um calibre de revólver, a placa é feita com cartuchos de bala, o lema é inspirado no movimento fascista. O tal Partido da Aliança vai representar quem?”, questiona o deputado.

Calibre 38

“38. O número do novo partido do Bolsonaro nos lembra que temos um presidente de calibre muito fraco”, debochou o deputado Paulo Teixeira (PT-SP). Já Erika Kokay (PT-DF) comparou o novo partido a uma seita. “Novo partido de Bolsonaro, Aliança pelo Brasil, terá número 38. Só falta o slogan ser “chumbo no povo brasileiro”. Isso não é um partido, é uma seita de fanáticos”.

Para Zeca Dirceu (PT-PR) o apelo religioso e a defesa do porte de arma são uma grande contradição. “Quanta contradição. O novo partido de Bolsonaro é lançado com apelo religioso e à defesa ao porte de arma.  O partido terá o número 38, em referência a uma arma, uma das piores armas, a violência. Quem pagará por essa insensatez? O povo brasileiro, mais uma vez”.

“Eis uma metáfora do atual governo: balas, mortes, perseguição. Tristes tempos em que essa composição é considerada ‘homenagem’. Estarrecidos permanecemos ao vislumbrar um governo que não valoriza a vida e prega o armamento como solução para a segurança”, lamentou o deputado José Guimarães (PT-CE).

 

Lorena Vale

Foto: Tania Rego/Agência Brasil

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