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Paulo Pimenta: 300 dias de um governo criminoso

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Em artigo publicado nesta quarta-feira (6) no site Sul21, o líder da Bancada do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (RS), lista os retrocessos vividos pelo Brasil nesses 300 dias do governo Bolsonaro. “A agenda visível do País foi rebaixada ao registro de um porão de delegacia de polícia”, avaliou Pimenta, acrescentando que o Brasil definitivamente “mergulhou no submundo da vulgaridade fascista”.

O líder petista destaca ainda os avanços da agenda do governo que, cuidadosamente maquiada pelos meios de comunicação convencionais, destrói leis trabalhistas, liquida a Previdência Pública, entrega Base de Alcântara para os EUA e fatia o complexo Petrobras. “Tudo como se uma catástrofe dessas dimensões estivesse dentro da normalidade”, lamentou.

Leia a íntegra do artigo:

Um governo criminoso

Em 300 dias de governo do ex-capitão a agenda visível do País foi rebaixada ao registro de um porão de delegacia de polícia. Tratamos diariamente de: delações, roubo de provas, destruição de evidências de crime, foragidos da justiça que interferem em nomeações no Palácio do Planalto e no Parlamento, gravações de entrada e saída de milicianos em condomínios de luxo, alterações na cena do crime, obstrução da justiça, manobras para protelar o esclarecimento de dois assassinatos ocorridos a mais de um ano e meio, que acaba por bater à porta do presidente da República. O Brasil definitivamente mergulhou no submundo da vulgaridade fascista.

A agenda substantiva, cuidadosamente maquiada pelos meios de comunicação convencionais, vai avançando sem maiores tropeços: destruição das Leis trabalhistas garantidas na CLT; Reforma da Previdência, leia-se liquidação da Previdência Pública no Brasil; entrega da Base de Alcântara para os EUA; venda do Pré-sal que se consuma hoje com o grande leilão que, segundo a Folha de S. Paulo, “pode inaugurar a ‘era de ouro’ do petróleo brasileiro”, cabe perguntar: em benefício de quem? ; fatiamento do complexo Petrobras para destruir a maior empresa do país, uma das maiores petroleiras do mundo; venda da Eletrobras com perda do controle público sobre o sistema elétrico estratégico para do país. Tudo como se uma catástrofe dessas dimensões estivesse dentro da normalidade.

Para as elites brasileiras, o governo Bolsonaro realiza o sonho longamente acalentado de liquidação de um projeto nacional de desenvolvimento autônomo. O incômodo se dá apenas por suas esquisitices…: estímulo ao desmatamento na Amazônia; universidades e centros de pesquisa estrangulados pelos cortes de investimentos; omissão criminosa diante do vazamento de óleo no litoral do Nordeste que já compromete 80% da atividade pesqueira na região; censura aberta à produção cultural independente do país; e, ainda, a cada vez que emerge aqui e ali a mão amiga do Queiroz, voltam os arreganhos dos filhos com ameaças de um novo AI-5 ou o pedido de prisão preventiva contra a ex-Presidente Dilma Rousseff em um inquérito em que ela não é investigada. O Ministro da Justiça age como um marginal ‘capo’ de quadrilha, ao utilizar uma instituição do Estado, outrora respeitada, a Polícia Federal sob seu comando, para forjar provocações contra os opositores políticos do governo, assim como fez com o judiciário quando era juiz da 13a Vara de Curitiba e comandava em conluio com procuradores, a Operação Lava Jato.

Hoje se consuma um crime de lesa-pátria. O governo de direita liderado por Bolsonaro vende no leilão do pré-sal o futuro do Brasil como nação soberana. Os responsáveis por esse crime responderão perante a sociedade e a história.

 

Paulo Pimenta (RS) é deputado Federal e líder do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados

Foto: Gustavo Bezerra

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