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Frente em Defesa da Soberania é lançada em Goiás

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A Frente Parlamentar Mista em Defesa da Soberania Nacional foi lançada, no último dia 31 de outubro, na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás.   Em dois meses, este foi o quarto lançamento regional da Frente, já realizado nos estados de São Paulo (SP), Rio Grande do Sul, Santa Catarina, além do grande ato ocorrido em Brasília. Ainda este ano, a Frente será lançada no Rio de Janeiro.

Participaram do Fórum de Debates os deputados federais Patrus Ananias (PT-MG), secretário-geral da Frente, Rubens Otoni (PT-GO), coordenador da Frente em Goiás, a deputada estadual Adriana Accorsi (PT-GO), que presidiu o ato, o ex-ministro Gilberto Carvalho, lideranças partidárias, dos movimentos sociais e dos trabalhadores das empresas públicas que serão privatizadas.

O deputado Patrus Ananias afirmou que desde o lançamento da Frente em Brasília, no início de setembro, a intenção é levá-la a todos os recantos do país para um grande debate sobre a soberania do povo brasileiro, conforme assegura a Constituição. “A história nos faz questionar como estamos vivendo e como estão os princípios fundamentais do Estado Democrático de Direito. Precisamos saber que quem garante a soberania do país é seu povo, portanto, precisamos exercer nossa cidadania, direitos e deveres políticos, mas temos que ter condições para fazê-lo”, alertou Patrus.

“Em nome do projeto soberano, vamos retomar as cores da bandeira, cantar com convicção o hino nacional, não vamos deixar esses destruidores serem porta-voz do Brasil, porque não são. O Brasil é nosso”, conclamou o secretário-geral da Frente.

Patrus Ananias diz acreditar na brava gente brasileira e na derrota dos perversos que querem destruir sonhos e possibilidades. “Precisamos preservar as diferenças e diversidades e, a partir disso, construir um pacto em defesa do Estado Democrático de Direito, porque ditadura não leva a lugar nenhum. A tirania é uma bela praça iluminada, mas sem saída”, ressaltou.

O parlamentar saudou as lideranças dos trabalhadores da Saneago (Empresa de Saneamento de Goiás) presentes no Fórum de Debates, solidarizando-se com a luta deles contra a privatização da empresa. “Também em Minas estamos tentando evitar a privatização da Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais) e da Cemig (Centrais Elétricas de Minas Gerais)”.

 

Estatais e políticas públicas

O ex-ministro Gilberto Carvalho, que participou do Fórum de Debates, lembrou que as empresas estatais são instrumentos fundamentais para promover políticas públicas, como o programa Minha Casa, Minha Vida, da Caixa Econômica Federal; o programa de eletrificação rural, Luz Para Todos, da Eletrobrás; a construção de cisternas no semiárido, em parte financiada pela Petrobras, entre outros. “Como é que nós vamos levar água para todos se a água passa a ser um negócio. O que está em jogo é o bem-estar do povo”, concluiu.

Aos trabalhadores das empresas públicas presentes, o ex-ministro afirmou que “não se trata de privatização, simplesmente, mas da entrega, da internacionalização dos nossos bens”. E completou dizendo que não são os empresários brasileiros que estão comprando as empresas nacionais. “São estrangeiros, em geral, estatais estrangeiras que estão comprando o nosso patrimônio”.

O deputado federal Rubens Otoni (PT-GO), coordenador da Frente no Estado de Goiás, alertou que a soberania nacional está em risco e, por isso, é importante um grande debate com a sociedade. “Não podemos aceitar o caminho da privatização, onde empresas públicas, que possuem papel estratégico no desenvolvimento social e econômico, como a Petrobrás, Eletrobrás, Saneago e tantas outras, sejam oferecidas a preço de banana no mercado internacional”.

O parlamentar disse que a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Soberania Nacional não é uma questão partidária. “É uma questão que envolve o interesse do povo brasileiro pela soberania nacional, contra a privatização”. Destacou que “não queremos que a Saneago vire uma nova Celg”. A Companhia Energética de Goiás (Celg) foi vendida em 2017 para a empresa italiana Enel, no governo do PSDB. Segundo a deputada estadual Adriana Accorsi (PT-GO), que presidiu o Fórum de Debates, depois da privatização da empresa pública ocorreram apagões de energia em vários municípios de Goiás.

Também participaram do Fórum de Debates a coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, Maria Rita Serrano, a presidenta do Sintego, Bia de Lima, a presidenta estadual do PT, Kátia Maria, o diretor do Sindicato dos Engenheiros do RS, Gilberto Schreiner, o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios, Elizeu Pereira da Silva, a diretora da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes), Nairmariza Rezende, e o diretor executivo da Stiueg, João Maria de Oliveira, além de diversas lideranças que participam ativamente da luta em defesa do patrimônio público.

A Frente é dirigida pela senadora Zenaide Maia (PROS-RN), presidente; pelo deputado Patrus Ananias, secretário-geral; pelo ex-senador Roberto Requião, presidente de honra; e pelos coordenadores regionais deputados Carlos Zarattini (PT-SP), Henrique Fontana (PT-RS), Pedro Uczai (PT-SC) e Rubens Otoni (PT-GO).

Assessoria de Comunicação

Fotos: Gustavo Bezerra

 

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