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Povo tira óleo das praias enquanto Bolsonaro e Salles se omitem

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Mais do que cartão postal, praias contribuem para a economia dos estados e para a renda de famílias de nordestinos que Bolsonaro já chamou de “paraíbas”.

O deputado José Guimarães (PT-CE) usou seu Twitter para parabenizar o povo nordestino pelas ações nas praias. “Enquanto Bolsonaro vira as costas para o Nordeste, o povo nordestino faz a mais bela ação coletiva de amor ao meio ambiente e proteção de nossas belezas naturais. E o Bahia com suas camisas manchadas de óleo vai a campo para expressar o protesto dos nordestinos. Viva o Nordeste”, escreveu o vice-líder da Minoria na Câmara Federal.

Para o deputado Zé Carlos (PT-MA), ainda há esperanças de limpar as praias nordestinas. “Ainda há esperança! Nossa população tem se mobilizado para limpar as praias atingidas pelo óleo, que já tomou 2,1 mil quilômetros do litoral brasileiro. Se dependesse do governo Bolsonaro, até agora nada teria sido feito para impedir esse desastre ambiental”.

A presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), classificou o governo Bolsonaro de “criminoso” pelo descaso em relação ao maior desastre ambiental já registrado no litoral brasileiro. “Ambientalistas, pescadores e voluntários de forma valente correm para minimizar os danos. Mais uma vez o povo nordestino demonstra sua força e sua garra!”, afirmou a deputada em sua conta no Twitter.

“Assim como água e óleo não se misturam, o povo nordestino não se liga ao fascismo da nova ordem bolsonarista. Essa brava gente limpa as praias e supre a ausência total de governo”, escreveu o jornalista e escritor cearense Xico Sá em seu perfil no Twitter.

É o povo que em sua maioria não votou em Jair Bolsonaro (PSL) e por ele foi chamado pejorativamente de “paraíbas” que agora usa pá, enxadas e até as próprias mãos para retirar o óleo misturado à areia das praias que são mais do que cartões postais turísticos, mas fontes de renda para muitas famílias e para a economia desses estados. Fora o dano ambiental incalculável, com a contaminação da água e a consequente mortandade da fauna e flora marinha.

“Na Praia dos Carneiros, em Pernambuco, o povo não esperou pelo governo que faz pouco caso desse trágico crime ambiental”, afirmou a deputada Luizianne Lins (PT-CE) em suas redes sociais.

Enquanto isso, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, vai empurrando com a barriga até que o maior desastre ambiental do litoral brasileiro, que tomou as manchetes das queimadas em toda a região Amazônica e no Cerrado, estimuladas pelo próprio discurso do governo, seja ofuscado por uma outra tragédia que muito provavelmente será igualmente tratada com descaso.

No domingo (20), também por meio de sua conta no Twitter, o governador da Bahia Rui Costa (PT) fez cobranças ao governo. “De helicóptero realmente não tinha como ver. Fazer foto e dizer que trabalhou é muito fácil. Deixe de fazer política e trabalhe. O senhor já sabe o que causou esse gravíssimo acidente ambiental? Além de nada, o que o senhor fez? Não quero acreditar em preconceito contra o Nordeste.”

Rui respondeu a um post do ministro, deste sábado (19), em que afirma ter estado “pessoalmente na Bahia anteontem (17)”, que percorreu “de Salvador a Praia do Forte. Eu vi centenas de fuzileiros navais, agentes do IBAMA, equipes municipais, mas não vi ninguém do Governo Estadual”. Um dia antes, Salles sobrevoou o litoral baiano.

Segundo o governador, até o dia 17 já haviam sido removidos mais de 155 toneladas deste material. “Entretanto precisamos de um posicionamento e de resoluções do Governo Federal, através da Marinha e do IBAMA, que são os responsáveis pelo cuidado com o oceano, mas continuam em silêncio. ”

Nesse mesmo dia, o Ministério Público Federal entrou com ação contra o governo federal por omissão do governo Bolsonaro diante do maior desastre ambiental no litoral brasileiro e pediu que a Justiça obrigue o governo restabeleça o Plano Nacional de Contingência para Incidentes de Poluição por Óleo em Água (PNC), instituído em 2013, no governo da presidenta Dilma Rousseff (PT). Plano que, para funcionar, depende pessoal e de articulação por meio de conselhos que foram extintos pelo governo.

 

Por PT na Câmara com informações da Rede Brasil Atual

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